Ibovespa fecha com alta de 1,37% em linha com Nova York

Rodrigo Petry
Editor-chefe, com 18 anos de atuação em veículos, como Estadão/Broadcast, InfoMoney, Capital Aberto e DCI; e na área de comunicação corporativa, consultoria e setor público; e-mail: rodrigo.petry@euqueroinvestir.com.
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Crédito: Reprodução / Pixabay

O Ibovespa terminou a sessão desta terça-feira (14) com alta de 1,37%, aos 79.918 pontos, acompanhando a valorização das bolsas americanas.

Pela manhã, a bolsa testou a região dos 81 mil pontos, com todos os papéis que compõem o índice operando em alta.

Dados da economia chinesa, com números melhores do que o esperado para a balança comercial, ajudaram o humor dos investidores de forma global.

No entanto, a bolsa perdeu o ritmo em linha com a queda dos preços do petróleo, levando a Petrobras (PETR4) fechar com queda de 0,89%.

O volume financeiro negociado no Ibovespa foi de R$ 21,29 bilhões – o maior desde 13 de março.

Na mínima, o índice atingiu os 78.847 pontos (+0,01%), e na máxima os 81.667 pontos (+3,59%).

Das 73 ações que compõem o Ibovespa, 55 fecharam em alta, 17 em baixa e uma estável.

Dessa forma, a bolsa brasileira acumula valorização de 2,85% na semana e de 9,45% no mês. No ano, porém, a queda atinge 30,89%.

Ao final do dia, o dólar fechou com alta de 0,13%, cotado na compra a R$ 5,1891 e, na venda, a R$ 5,1901.

Petróleo

Após a recuperação com o acordo para o corte de produção, os preços do petróleo desabaram novamente nesta terça-feira.

Por trás está a resistência de players do mercado de reduzirem sua capacidade produtiva, em meio às quedas históricas nos preços.

O consenso entre os agentes do mercado é o de que as cotações da commodity devem seguir em baixa no curto prazo, sobretudo pela baixa atividade econômica.

Veja o fechamento:

  • Barril Brent, -6,74%, a US$ 29,60
  • Barril WTI, -10,26%, a US$ 20,11

FMI

Corroborando com as previsões de retração da economia global, o FMI divulgou hoje a previsão para o PIB mundial.

O fundo espera por um recuo de 3% este ano, mas em contrapartida um aumento de 5,8% no próximo ano.

Para o Brasil, a estimativa é de queda de 5,3% em 2020, contra uma alta de 2,2% antes da crise.

Para 2021, a projeção é de alta de 2,9%, ante 2,3% da projeção anterior.

Nova York

Nos Estados Unidos, as bolsas fecharam com forte valorização, diante da expectativa de uma possível flexibilização da quarentena, após números pouco mais amenos de expansão do Covid-19.

Veja o fechamento:

  • Dow Jones 30, +2,39%, aos 23.949 pontos
  • S&P 500, +3,02%, aos 2.845 pontos
  • Nasdaq, +3,95%, aos 8.515 pontos
  • VIX, -8,09%, 37,84 pontos

No ponta pé da safra de balanços, o JP Morgan reportou lucro de US$ 2,87 bilhões, queda de 69% na comparação anual.

A retração se deu, principalmente, pelo aumento das provisões para perdas com empréstimos, que somaram US$ 6,8 bilhões.

Já a gigante farmacêutica Johnson & Johnson superou as expectativas de receita, previstas pelos analistas da Refinitiv, com um total de US$ 20,7 bilhões, ante US$ 19,47 bilhões esperados.

A J&J elevou ainda em 6,3% seu dividendo trimestral a US $ 1,01 por ação, mas reduziu sua expectativa de ganhos ajustados para 2020 para entre US$ 7,50 e US$ 7,90 por ação, ante US$ 8,95 a US$ 9,10 por ação.

Por fim, o lucro líquido da Wells Fargo recuou 89% no primeiro trimestre e fechou em US$ 653 milhões. O lucro por ação foi de US$ 0,01, bem abaixo das expectativas dos analistas que era de US$ 0,33 centavos por ação.

Ibovespa

Maiores altas:

  • Braskem (BRKM5), +28,67%
  • IRB (IRBR3), +15,30%
  • Via Varejo (VVAR3) +12,15%
  • Notre Dame (GNDI3), +9,94%
  • CVC (CVCB3), +9,01%

Maiores quedas:

  • Ultrapar (UGPA3), -2,96%
  • Cielo (CIEL3), -2,42%
  • Carrefour (CRFB3), -1,88%
  • Embraer (EMBR3), -1,43%
  • Petrobras (PETR4), -1,18%

ta-e-ai

Em relatório, a Guide destacou que a bolsa brasileira se aproveitou da dinâmica externa mais positiva, operando em alta ao longo da sessão.

Dessa forma, com menor aversão ao risco, os investidores voltaram a impulsionar a compra de ações, com destaque aos papéis de bancos.

Para o economista da Guide, Victor Guglielmi, os bancos são mais resilientes em tempos de crise e contam com os estímulos diretos do Banco Central, “com impacto direto e eficaz” na sustentação do fluxo das operações.

Em relação ao exterior, o relatório destaca que os ativos de risco internacionais operam com viés de alta, em meio à estabilização dos casos do surto de Covid-19 e redução no ritmo de novas infecções nos EUA.

“Tal fato parece ter se sobreposto sobre a divulgação dos balanços de algumas corporações (americanas), que já ilustram os impactos nefastos da pandemia”, finalizou.