Ibovespa fecha em queda forte de 1,54% por temores com o vírus chinês

Omar Salles
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Crédito: Imagem/Reprodução/Sintec

O temor que tomou conta dos mercados internacionais chegou à bolsa brasileira. Após uma sessão em que superou ontem sua máxima histórica, o Ibovespa fechou hoje em expressiva queda de 1,54% aos 117.026,04 pontos.

Mais cedo, as bolsas de valores da Ásia fecharam em queda firme, por causa dos temores de que o coronavírus letal que surgiu na China se espalhe para outros países. Além disto, a nota da cidade de Hong Kong foi rebaixada pela agência de classificação de risco Moody’s. As bolsas europeias seguiram as da Ásia na queda, com apenas Frankfurt fechando em terreno positivo.

O Ibovespa abriu em baixa e operou em terreno negativo durante boa parte do dia. As ações das empresas aéreas e do setor de turismo recuaram, mas foram acompanhadas pelos papéis dos bancos. Após os EUA confirmarem o primeiro caso no final da tarde, o Ibovespa acentuou a queda, mergulhando para perto dos 117 mil pontos em recuo superior a 1,30%.

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Das 73 ações do índice, 59 fecharam em baixa, 14 em alta e uma estável. O volume movimentado ficou pouco acima dos R$ 20 bilhões.

 

AÇÕES– Entre as poucas ações que fecharam em alta, o papel da rede de farmácias RaiaDrogasil (RADL3) avançou 5,36% para R$ 125,50. A ação da empresa tem sido recomendada por vários analistas do varejo, uma vez que mostrou resultados fortes no ano passado e possui baixo endividamento. As ações da Braskem (BRKM5) tiveram alta de 3,22% para R$ 35,54.

Entre as ações com queda na sessão de hoje, a Hering (HGTX3) despencou 12,59% para R$ 27,42%. A varejista de vestuário apresentou ontem uma prévia do quarto trimestre de 2019 considerada fraca pelas corretoras.

Em seguida vieram as ações dos bancos, que têm peso maior: Santander (SANB11) recuou 4,93% para R$ 43,73; Bradesco ordinária (BBDC3) caiu 3,48% para R$ 31,91; Bradesco preferencial (BBDC4) recuou 3,34% para R$ 33,60; Banco do Brasil (BBAS3) recuou 2,89% para R$ 48,36; e Itaú Unibanco (ITUB4) caiu 2,13% para R$ 33,50.  Mais cedo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse em Davos que o Brasil depende de poucas empresas no setor bancário e defendeu o aumento da competição. O que o ministro falou está em linha com fragilidades que relatórios de consultorias apontam no sistema bancário do país.

PETRÓLEO – O preço do petróleo fechou hoje em queda expressiva, também contaminado pelo temor dos mercados. O preço futuro do WTI com entrega para fevereiro recuou 0,34% para US$ 58,34 na Nymex, enquanto o Brent para março caiu 0,94% para US$ 64,59. Até o ouro, visto como um ativo de segurança, recuou 0,15% e fechou em baixa a US$ 1.557,90 a onça-troy.

DÓLAR O dólar fechou em nova e expressiva alta de 0,39% na moeda americana à vista, cotada a R$ 4,205,00. O dólar futuro avançou 0,48% para R$ 4.215,00. Com isso o dólar rompeu a barreira dos R$ 4,2 no fechamento tanto à vista como no futuro. O Banco Central, neste ano, não fez leilões para segurar o valor da moeda americana.

EUA Os mercados americanos abriram em leve baixa, seguindo as bolsas de valores da Ásia e da Europa. Embora algumas empresas tenham divulgado resultados um pouco acima das expectativas dos analistas, como a Netflix e a IBM, os índices de Nova York cederam quando o Centro de Controle de Doenças (CDC) confirmou o primeiro caso de coronavírus nos Estados Unidos. O índice Dow Jones recuou mais de 100 pontos. Empresas aéreas, hotéis e companhias de viagens tiveram fortes perdas. As ações da Southwest e da American Airlines recuaram respectivamente 2,7% e 4,2%, informou a CNBC.

Veja o desempenho dos mercados:

Ibovespa [-1,54%] | 117.026,04 pontos
Dólar futuro [+0,48%] | R$ 4,215,00.
Dow Jones 30 – [-0,52%] | 29.196 pontos
S&P 500 – [-0,27%] | 3.320 pontos
Nasdaq  – [-0,19%] | 9.370 pontos

(Com Wizir)