Ibovespa sobe 1,13% e acompanha exterior com enfraquecimento de surto

Omar Salles
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Crédito: Divulgação / Reserva Ativa

O Ibovespa fechou em alta de 1,13% aos 116.674,13 pontos. A bolsa brasileira seguiu os mercados ao redor do mundo e avançou com os sinais de enfraquecimento do surto do coronavírus na China. Autoridades chinesas sugeriram que o surto acabará até abril, logo após o fim do inverno no Hemisfério Norte. O investidor brasileiro foi às compras e o Ibovespa teve um forte volume negociado de R$ 29,7 bilhões.

Nesta quarta-feira o site de estatísticas Worldometers informou que 45 mil pessoas foram infectadas, das quais 1.118 morreram e 4.871 foram curadas. Apenas 1% dos casos aconteceram fora da China, onde a média diária de pessoas infectadas caiu de 3 mil para 2 mil.

Das 73 ações do índice, 59 fecharam em alta, 14 em baixa e nenhuma estável. Após o pregão de hoje, o Ibovespa voltou a ficar no terreno positivo neste ano e passou acumular alta de 0,89%.

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A ação com maior alta, de 5,59% para R$ 86,91, foi a do grupo varejista Pão de Açúcar (PCAR4). O grupo está migrando as ações para o Novo Mercado da B3 e existe a expectativa de que o papel possa estar ainda mais caro no futuro. As ações da fabricante de papelão e celulose Klabin (KLBN11) avançaram 4,52% para R$ 21,72. Além de ter publicado balanço sólido na semana passada, a Klabin deve se beneficiar com o aquecimento da economia, momento em que o consumo de embalagens sempre aumenta.

No lado da baixa, os papéis da resseguradora IRB Brasil Re (IRBR3) recuaram 2,74% para R$ 33,70. As ações da operadora de turismo CVC (CVCB3) caíram 2,49% para R$ 33,74.

Petróleo

Os preços do petróleo fecharam em alta, recuperando parte das perdas das últimas semanas. O preço futuro do WTI com entrega para março avançou 2,46% para US$ 51,17 na Nymex. O preço do Brent para abril teve alta de 3,29% para US$ 55,79. O ouro avançou 0,09% para US$ 1.571,60 a onça-troy.

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Dólar

O dólar à vista teve alta de 0,55% e fechou a R$ 4.350,50, renovando a máxima nominal histórica frente ao Real. O dólar futuro subiu 0,54% para R$ 4.358,00.

EUA

Nova York embarcou hoje em um rali com a redução dos temores do coronavírus na China. Essa percepção – certa ou errada – chegou após a China registrar o dia com o menor número de novos casos em duas semanas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que fora da China o surto pode estar apenas começando.

“O surto pode ir em qualquer direção”, advertiu Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, em entrevista à CNBC. O Nasdaq atingiu nova máxima, ultrapassando 9.700 pontos. O índice  foi liderado pelos papéis da Micron Technology, fabricante americana de microchips.

As ações da Micron subiram 3%, após o banco suíço UBS mudar a recomendação dos papéis para compra.

Veja o desempenho dos mercados:

Ibovespa [+1,13%] | 116.674,13 pontos
Dólar futuro [+0,54%] | R$ 4,358,50
Dow Jones 30 [+0,94%] | 29.550 pontos
S&P 500 [+0,64%] | 3.379 pontos
Nasdaq   [+0,90%] | 9.725 pontos

(Com Wizir)