Ibovespa emplaca máxima acima dos 119.500 pontos, com Braskem (BRKM5) e bancos (BBAS3, BBDC3, ITU4 e SANB11)

Robson Plate de Oliveira
Produtor de conteúdo e economista formado pela PUC-RS, com mestrado em gestão de negócios e especialização em Product Management of IOT pela Stanford University CA.
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Crédito: Reprodução/Facebook

A bolsa brasileira mais uma vez se descolou do cenário internacional e bateu recorde, emplacando uma nova máxima histórica de 119.572,63 pontos, em alta de 0,96%. Ações dos bancos e das empresas aéreas lideraram a alta, embora a petroquímica Braskem (BRKM5) tenha fechado com o maior avanço, de 7,26% para R$ 39,00.

Das 73 ações do índice, 51 fecharam em alta, 22 em baixa e nenhuma estável. O volume negociado ficou acima dos R$ 25 bilhões.

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O Ibovespa foi hoje uma exceção. As principais bolsas europeias e asiáticas fecharam em queda. Nova York só reagiu após a Organização Mundial da Saúde (OMS) descartar, à tarde, um alerta mundial por causa do surto na China.

Embora as ações das petrolíferas tenham caído em muitas bolsas de valores ao redor do mundo, seguindo a queda do petróleo, os papéis da Petrobras (PETR3 e PETR4) tiveram uma modesta valorização, de 0,68% para R$ 31,23 e de 1,06% para R$ 29,60, respectivamente.

AÇÕES– As ações dos bancos brasileiros lideraram a alta, dado o peso relativo de 21% do setor bancário na composição do Ibovespa. Banco do Brasil (BBAS3) avançou 5,62% para R$ 51,48%; Bradesco (BBDC3) teve alta de 2,70% para R$ 33,05; Itaú Unibanco (ITUB4) ganhou 2,37% para R$ 34,50; e Santander Brasil (SANB11) avançou 1,96% para R$ 44,70. O curioso é que ontem o Bank of America publicou um relatório afirmando que a concorrência com os novos bancos digitais aumentou, os juros caíram e o lucro dos bancos tradicionais tende a crescer menos no Brasil.

Os papéis da Gol (GOLL4) e da Azul (AZUL4) avançaram 5,03% para R$ 39,05 e 2,66% para R$ 61,20, respectivamente. Com as quedas consecutivas do preço do petróleo, o preço do combustível de aviação tende a cair, o que deve reduzir o custo das companhias aéreas.

No lado da baixa, as ações da Vale (VALE3) recuaram 1,42% para R$ 55,50, acompanhando a queda do preço do minério de ferro; a maior baixa ocorreu, no entanto, no papel da empresa de planos de saúde Notre Dame Intermédica (GNDI3), que caiu 2,54% para R$ 72,65.

PETRÓLEO – Os preços do petróleo recuaram pelo terceiro dia consecutivo, desta vez até dando impulso para as ações das empresas aéreas nas bolsas de valores – o investidor prevê que o querosene de aviação ficará mais barato. O preço futuro do WTI com entrega para fevereiro caiu 2,02% para US$ 55,59 na Nymex, enquanto o Brent para março caiu 1,85% para US$ 62,04. O ouro avançou 0,55% e fechou a US$ 1.556,40 a onça-troy.

DÓLAR O dólar voltou a fechar hoje em queda, embora menor que a de ontem. O dólar à vista recuou 0,21%, cotado a R$ 4.166,40. O dólar futuro recuou 0,26% para R$ 4.173,00.

EUA Seguindo as bolsas da Ásia, que fecharam em queda, e as da Europa, que operavam em baixa, Nova York abriu no terreno negativo. O mercado americano ficou de lado, sem o investidor se sentir seguro para grandes apostas. Após a OMS declarar que não iria emitir um aviso de emergência por causa do surto na China, Nova York ensaiou uma recuperação e os índices chegaram ao terreno positivo, com exceção do Dow Jones, que novamente fechou em leve baixa.

Veja o desempenho dos mercados:

Ibovespa [+0,96%] | 119.527,36 pontos
Dólar futuro [-0,26%] | R$ 4,173,00.
Dow Jones 30 [-0,09%] | 29.159 pontos
S&P 500 [+0,18%] | 3.327 pontos
Nasdaq   [+0,20%] | 9.402 pontos

(Com Wizir)

 

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