Ibovespa avança 2,75%, mas na semana recua 0,3%; dólar fecha em R$ 5,74

Rodrigo Petry
Editor-chefe, com 18 anos de atuação em veículos, como Estadão/Broadcast, InfoMoney, Capital Aberto e DCI; e na área de comunicação corporativa, consultoria e setor público; e-mail: rodrigo.petry@euqueroinvestir.com.
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Crédito: Reprodução/B3

A bolsa de valores brasileira fechou o pregão dessa sexta-feira (8) com alta de 2,75%, em linha com a alta no exterior.

Dessa forma, o Ibovespa encerrou a semana aos 80.263 pontos.

Entretanto, no acumulado da semana, a queda totalizou 0,3%. No ano, as perdas somam 30,6%.

Das 75 ações que compõem o Ibovespa 55 fecharam com alta, 19 em baixa e uma ficou estável.

O volume financeiro somou R$ 22,9 bilhões.

Na mínima, o índice atingiu 78.151 pontos (+0,04%), e na máxima 80.556 pontos (+3,12%). O índice brasileiro acompanhou o comportamento das bolsas de NY.

Já o dólar encerrou a sessão com queda de 1,71% frente ao real, cotado a R$ 5,7381 na compra e a R$ 5,7401 na venda.

Na semana, a moeda americana, porém, acumulou valorização superior a 5% ante o real.

Exterior

No exterior, os índices acionários fecharam em alta, com os investidores reagindo à conversa entre EUA e China para garantir o cumprimento da fase 1 do acordo comercial entre as duas maiores economias globais.

O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, e o representante de comércio dos EUA, Robert Lighthizer, conversaram com o vice-primeiro-ministro chinês Liu He, via teleconferência.

Segundo a CNBC, entre os assuntos discutidos estavam o coronavírus e também a intenção de manter o acordo de pé.

Destaque ainda para os dados do payroll, relatório de emprego dos Estados Unidos, mostrando o fechamento de 20,5 milhões de vagas no país em abril.

Os números ficaram abaixo do esperado pelos analistas, que previam um número de 22 milhões, segundo a mediana das projeções da Bloomberg.

Já a taxa de desemprego subiu de 4,4% para 14,7%, a mais alta desde os anos 1940, mas também esteve abaixo do consenso, que era de 16%.

Brasil

O IBGE divulgou o IPCA, índice oficial de inflação, de abril, que mostrou deflação de 0,31%, a menor variação desde agosto de 1998. A retração foi atribuída, principalmente, à queda no preço dos combustíveis. No ano, o IPCA acumula alta de 0,22%.

A Anfavea informou que a produção de veículos teve uma queda de 99,3% em abril em comparação com abril de 2019, refletindo a paralisação das fábricas em decorrência da pandemia do coronavírus.

Este é o o pior resultado para o mês desde o início da série histórica, em 1957. Em comparação a março, a queda foi de 99%. A venda de veículos novos teve queda de 76% sobre abril de 2019 e de 65,9% sobre março.

Ações

Maiores altas:

  • CVC (CVCB3): +9,08%
  • Bradespar (BRAP4): +8,46%
  • Embraer (EMBR4): +7,56%
  • Petrobras (PETR3): +6,83%
  • Cosan (CSAN3): +6,75%

Maiores quedas:

  • Via Varejo (VVAR3): -9,14%
  • Hapvida (HAPV3): -4,99%
  • JBS (JBSS3): -3,85%
  • B2W (BTOW3): -2,99%
  • Qualicorp (QUAL3): -2,76%

Bolsa semana

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Fonte: TradingView

Nova York:

  • S&P: +1,68%
  • Nasdaq: +1,58%
  • Dow Jones: +1,91%

Europa:

Reino Unido não tem pregão nesta sexta-feira, devido a um feriado.

  • DAX, Alemanha: +1,13%
  • CAC, França: +0,82%
  • FTSE MIB, Itália: +1,03%
  • Stoxx 50: +0,77%

Ásia:

  • Nikkei, Japão: +2,56%
  • Xangai, China: +0,83%
  • HSI: +1,04%
  • ASX 200: +0,50%
  • Kospi, Coreia: +0,89%

Petróleo

  • Brent (julho 2020): US$ 30,97 (+0,87%)
  • WTI (junho 2020): US$ 24,74 (+5,05%)

(com Wisir Research)