Ibovespa fecha estável, em dia de queda inédita do petróleo

Marcia Furlan
Jornalista com mais de 30 anos de experiência. Trabalhou na Editora Abril e Agência Estado, do Grupo Estado, como repórter e editora de Economia, Política, Negócios e Mercado de Capitais. Possui MBA em Mercado de Derivativos pela FIA.
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Crédito: Shutterstock

O Ibovespa passou todo o dia em queda, ensaiou uma reação no meio da tarde e fechou perto da estabilidade, com queda de 0,02%, aos 78.972 pontos.

Das 73 ações que compõem o índice, 43 fecharam em alta e 28 em baixa. O volume financeiro foi de R$ 8,648 bilhões.

O dólar encerrou em R$ 5,3011, alta de 1,24%.

O dia foi marcado pela excepcional queda da cotação do petróleo, que afetou os negócios nas bolsas de valores, principalmente as ações das petroleiras. Os contratos para maio do petróleo WTI, que vencem amanhã, despencaram e chegaram a ser cotados abaixo de zero, pela primeira vez na história.

A commodity tem sofrido seguidas desvalorizações em razão da queda de demanda prevista para esse ano, decorrente da paralisação mundial da atividade econômica, causada pela pandemia do coronavírus. Por consequência, os estoques têm permanecidos em níveis elevados.

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Brasil

Por aqui, o procurador-geral da República Augusto Aras pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que apure a origem dos atos pró-intervenção militar realizados domingo (19), em Brasília, com participação do presidente Jair Bolsonaro.

Aras argumentou que foram realizados “atos contra o regime da democracia brasileira por vários cidadãos, inclusive deputados federais, o que justifica a competência do STF”. A iniciativa de Bolsonaro causou reações de deputados e senadores, além de ministros e até de militares, que a consideraram “desnecessária” e “fora de hora”.

Na área econômica, após a MP do Contrato Verde e Amarelo ter caducado (o prazo para votação no Senado era hoje), Bolsonaro decidiu revogá-la e afirmou que pretende editar outra MP específica para o período de enfrentamento da Covid-19.

Ações

Mais negociadas

  • Via Varejo (VVAR3): +1,70%
  • Petrobras (PETR4): -1,12%
  • Cogna (COGN3): +0,99%

Maiores altas

  • Cyrela (CYRE3): +8,85%
  • Localiza (RENT3): +6,15%
  • Magazine Luiza (MGLU3): +8,72%

Maiores quedas

  • Embraer (EMBR3): -3,66%
  • Gerdau (GGBR4):  -3,58%
  • CSN (CSNA3): -3,56%

Nova York

  • S&P: -1,79%
  • Nasdaq: -1,03%
  • Dow Jones: -2,44%

Petróleo

  • WTI (maio): -US$ 37,53 (-305%)
  • Brent (junho): US$ 26,13 (-6,87%)

Europa

  • DAX, Alemanha: +0,47%
  • FTSE, Inglaterra: +0,45%
  • CAC, França: +0,65%
  • FTSE MIB, Itália: +0,05%
  • Stoxx600: +0,43%

Ásia

  • Nikkei, Japão: -1,15%
  • Xangai, China: +0,50%
  • HSI, Hong Kong: -0,21%
  • ASX 200, Austrália: -2,45%
  • Kospi, Coreia: -0,84%