Ibovespa fecha em queda de 1,26%; dólar sobe a R$ 5,52

Marcia Furlan
Jornalista com mais de 30 anos de experiência. Trabalhou na Editora Abril e Agência Estado, do Grupo Estado, como repórter e editora de Economia, Política, Negócios e Mercado de Capitais. Possui MBA em Mercado de Derivativos pela FIA.

Crédito: Divulgação / G1

A notícia acerca da saída de Sérgio Moro do ministério da Justiça impactou profundamente o Ibovespa, que já estava em queda, fazendo a cotação cair ainda mais.

Às 15h desta quinta-feira (23), o principal índice brasileiro de ações declinava 2,2% e marcava 78.909,57 pontos. O volume financeiro era de R$ 16,5 bilhões.

Porém, o mercado fechou às 17h15 em menos 1,26%, marcando 79.673 pontos. O volume financeiro no período alcançou os R$ 24,6 bilhões.

Durante a manhã, o Ibovespa chegou a se aproximar dos 82 mil pontos, após ter encerrado a sessão da véspera com alta firme.

O Dólar fechou o dia cotado a R$ 5,5278, uma elevação de 2,189%. A moeda norte-americana renovou sua máxima histórica nesta data.

Veja a movimentação de um dia da Bolsa, hoje

EUA

Pela manhã, o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos divulgou que, na semana finalizada em 18 de abril, foram feitos 4,427 milhões de novos pedidos de auxílio-desemprego. O número, apesar de alto, veio em linha com o que o mercado projetava, por isso gerou pouco impacto nas bolsas. Desde o início da crise do coronavírus, já são 26,735 milhões de pedidos de seguro-desemprego.

Na Europa, o IHS Markit divulgou que o índice dos gerentes de compras (PMI na sigla em inglês) caiu a níveis recordes. O PMI composto da França caiu para 11,2, ante 28,9 em março. Esta é a menor leitura desde o início da pesquisa, em 1998. O PMI da Alemanha foi de 35 para 17,1 pontos, também um recorde. O PMI composto da zona do euro caiu de 29,7 para 13,5 pontos em abril. E o PMI composto dos Estados Unidos caiu de 40,9 para 27,4 na leitura preliminar de abril, o menor nível do indicador na série histórica, iniciada no final de 2009.

Com relação aos balanços, o Credit Suisse registrou um aumento de 75% no lucro líquido do primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, chegando a 1,31 bilhão de francos suíços.

A Renault registrou uma queda de 19,2% na receita do primeiro trimestre. E disse que era muito cedo para quantificar o impacto que a crise do coronavírus teria nos ganhos este ano.

Petróleo

Os preços do petróleo subiram ontem e seguem em recuperação, após quedas históricas na terça-feira (21).

As cotações reagem à sinalização da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) de que podem fazer novos cortes na produção para se ajustar à queda da demanda.

Também influenciam os preços as declarações do presidente Donald Trump de que a Marinha dos Estados Unidos deve abater e destruir embarcações iranianas que ameaçarem navios dos EUA. O Irã é o maior produtor mundial de petróleo e qualquer ameaça a ele faz o valor da commodity oscilar. Hoje o país informou que autorizou eventual ataque a navios americanos, em resposta a Trump.

  • WTI (junho): US$ 17,01 (+23,44%)
  • Brent (junh0): US$ 21,77 (+6,87%)

Brasil

No Brasil, o Senado aprovou ontem a expansão do auxílio emergencial de R$ 600 a novas categorias de trabalhadores e a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que cria uma linha de crédito para micro e pequenas empresas.

Ações

Mais negociadas

  • Via Varejo (VVAR3): +2,57%
  • Petrobras (PETR4): +2,45%
  • IRB (IRBR3): -6,96%

Maiores altas

  • Metalúrgica Gerdau (GOAU4): +5,80%
  • CSN (CSNA): +5,59%
  • Gol (GOLL4): +4,79%

Maiores quedas

  • IRB (IRBR3): -6,96%
  • Hypera (HYPE3): -5,25%
  • B2W (BTOW3): -4,51%

Nova York 

  • S&P: +1,00%
  • Nasdaq: +0,19%
  • Dow Jones: +0,57%

Europa (fechamento)

  • DAX, Alemanha: +0,95%
  • FTSE, Inglaterra: +0,97%
  • CAC, França: +0,89%
  • FTSE MIB, Itália: +1,47%
  • Stoxx 50: +0,62%

Ásia (fechamento)

  • Nikkei, Japão: +1,52%
  • Xangai, China: -0,19%
  • HSI, Hong Kong: +0,35%
  • ASX 200, Australia: -0,08%
  • Kospi, Coreia: +0,98%