Ibovespa fecha em queda de 1,36%, aos 78.831 pontos

Marcia Furlan
Jornalista com mais de 30 anos de experiência. Trabalhou na Editora Abril e Agência Estado, do Grupo Estado, como repórter e editora de Economia, Política, Negócios e Mercado de Capitais. Possui MBA em Mercado de Derivativos pela FIA.
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Crédito: Reuters

O Ibovespa encerrou a quarta-feira (15) em queda de 1,36%, aos 78.831 pontos, com um volume financeiro baixo, de R$ 8,793 milhões.

O índice tentou algumas vezes passar para o terreno positivo durante a tarde, mas não conseguiu se sustentar. Ainda assim, fechou acima das bolsas de Nova York.

Das 73 ações que compõem o Ibovespa, 47 fecharam em queda e 25 em alta. No mês, a bolsa acumula uma alta de 7,96%, mas no ano o tombo ainda é de 31,8%

O dólar teve alta de 1,55%, cotado a R$ 5,2414.

Vários fatores contribuem para o desempenho ruim dos mercados e todos têm como pano de fundo a pandemia de coronavírus. A partir de agora quase todos os indicadores econômicos já embutirão os brutais efeitos da desaceleração econômica, assim como os balanços das empresas.

Nos Estados Unidos, um importante indicador, o índice de atividade industrial Empire State saiu de -21,5 em março para -78,2 em abril, e as vendas no varejo caíram 8,7% em março ante fevereiro, enquanto a previsão era de recuo de 8%. Já a produção industrial caiu 5,4% em março, frente à projeção de -4%.

Os resultados financeiros de grandes bancos no primeiro trimestre, que começaram a ser divulgados hoje, mostraram lucros piores em razão de provisões maiores para enfrentar a crise. As quedas ficaram no patamar de 45%.

Por fim, as ações da petroleiras foram penalizadas com mais uma retração nas cotações do petróleo, principalmente depois de a Agência Internacional de Energia (AIE) prever uma queda recorde na demanda, de 9,3 milhões de barris por dia (bpd), neste ano em relação a 2020.

O que você verá neste artigo:

Brasil

Por aqui, o ministério da Economia divulgou projeções de que o país prosseguirá registrando déficit pelo menos até 2023, o que representará uma década de resultados negativos. O governo manifestou preocupação com o fato de o estar enfrentando dificuldades para vender seus títulos no mercado, a fim de bancar a dívida pública, conforme revelou o Tesouro, em uma nota técnica.

No campo político, o mercado passou o dia atento para a possível demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. De acordo com informações de diversos veículos, a saída dele era dada como certa, faltando apenas o presidente Jair Bolsonaro escolher um substituto. A possibilidade ficou ainda mais próxima após o secretário de Vigilância em Saúde da pasta, Wanderson Kleber de Oliveira, pedir demissão do cargo.

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E o Senado pode votar ainda hoje a PEC do Orçamento de Guerra, que cria um orçamento paralelo para enfrentar a crise de Saúde.

Ações

Mais negociadas

  • Via Varejo (VVAR3): +3,78%
  • Petrobras (PETR4): -2,09%
  • Cogna (COGN3): +5,85%

Maiores altas

  • Gol (GOLL3): +7,16%
  • Natura (NTCO3): +6,78%
  • Cogna (COGN3): +5,85%

Maiores quedas

  • BR Malls (BRML3): -4,12%
  • Santander (SANB11): -4,10%
  • Bradesco (BBDC3): -3,94%

Nova York 

  • S&P: -2,20%
  • Nasdaq: -1,44%
  • Dow Jones: -1,86%

Petróleo

  • Brent: US$ 28,06 (-5,20%)
  • WTI: US$ 20,37 (+1,29%)

Europa

  • DAX, Alemanha: -3,90%
  • FTSE, Inglaterra: -3,34%
  • CAC, França: -3,76%
  • FTSE MIB, Itália: -4,78%
  • Stoxx 600: -3,22%

Ásia 

A bolsa da Coreia do Sul não funcionou, por conta das eleições parlamentares.

  • Nikkei, Japão: -0,45%
  • Xangai, China: -0,57%
  • HSI, Hong Kong: -1,19%
  • ASX 200, Austrália: -0,39%