Ibovespa se mantém em alta, acompanhando Nova York

Marcia Furlan
Jornalista com mais de 30 anos de experiência. Trabalhou na Editora Abril e Agência Estado, do Grupo Estado, como repórter e editora de Economia, Política, Negócios e Mercado de Capitais. Possui MBA em Mercado de Derivativos pela FIA.
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Crédito: Reprodução/iStock Photos

O fôlego do Ibovespa se reduziu um pouco no início da tarde desta terça-feira (14), mas o índice ainda se mantém em alta. Às 14h05, marcava +2,55%, aos 80.845 pontos.

O Ibovespa acompanha os mercados internacionais, que de um lado estão olhando para o ritmo de evolução da Covid-19 e de outro para os resultados de grandes empresas mundiais relativos ao primeiro trimestre, que começam a ser divulgados hoje.

Os números da balança comercial da China, que mostraram retração mas ficaram acima da projeção, também contribuem para a alta.

O FMI divulgou hoje a previsão para o PIB mundial. O banco espera um recuo de 3% este ano mas em contrapartida um aumento de 5,8% no próximo ano. Para o Brasil, a estimativa é de queda de 5,3% em 2020, contra uma alta de 2,2% antes da crise. Para 2021, a projeção é de alta de 2,9%, ante 2,3% da projeção anterior.

O petróleo intensificou as perdas e registra quedas mais expressivas que durante a manhã, apesar do acordo para redução da produção firmado há dois dias, entre países produtores e aliados.

O dólar tem queda de 0,22%, cotado a R$ 5,1882.

EUA

O JP Morgan abriu a safra de balanços, reportando lucro de US$ 2,87 bilhões, uma queda de 69% na comparação anual, segundo a CNBC. A retração se deu, principalmente, pelo aumento das provisões para perdas com empréstimos, que somaram US$ 6,8 bilhões. A receita se mostrou mais resistente, com retração 3% na comparação anual, para US$ 29,07 bilhões.

Já a gigante farmacêutica Johnson & Johnson superou as expectativas de receita, previstas pelos analistas da Refinitiv, com um total de US$ 20,7 bilhões, ante US$ 19,47 bilhões esperados. A empresa informou que aumentou seu dividendo trimestral de US$ 0,95 por ação para US $ 1,01, alta de 6,3%. No entanto, reduziu sua previsão de ganhos ajustados para 2020 para entre US$ 7,50 e US$ 7,90 por ação, ante estimativa anterior de US$ 8,95 a US$ 9,10 por ação.

O lucro líquido da Wells Fargo recuou 89% no primeiro trimestre e fechou em US$ 653 milhões. O lucro por ação foi de US$ 0,01, bem abaixo das expectativas dos analistas que era de US$ 0,33 centavos por ação, de acordo com a CNBC. A receita alcançou US$ 17,717 bilhões frente a uma estimativa de US$ 19,284 bilhões.

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Nova York

  • S&P: +2,51%
  • Nasdaq: +3,44%
  • Dow Jones: +2,02%

Brasil

Mais cedo, o Banco Central divulgou O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) que registrou crescimento de 0,35% em fevereiro na comparação com janeiro, o que ainda não abrange, portanto, os efeitos da pandemia. Nos últimos 12 meses até fevereiro, o índice teve alta de 0,66%.

A Câmara aprovou na noite de ontem o projeto de auxílio a estados e municípios frente à pandemia de coronavírus, que prevê a compensação, pela União, da queda de arrecadação com o ICMS e o ISS de 2020 em relação ao ano passado. Agora, o texto segue para o Senado. O ministério da Economia prevê um impacto de R$ 105 bilhões a R$ 222 bilhões nas contas públicas. O governo é contra o projeto.

Vamos ao desempenho dos mercados, às 14h05.

Ações

Mais negociadas

  • Via Varejo (VVAR3): +7,55%
  • Petrobras (PETR4): -0,18%
  • Cogna (COGN3): +2,87%

Maiores altas

  • Braskem (BRKM5): +19,81%
  • Intermédica (GNDI3): +9,25%
  • Qualicorp (QUAL3): +8,56%

Maiores quedas

  • Bradesco (BBDC4): -6,40%
  • Tim (TIMP3): -1,49%
  • Cielo (CIEL3): -1,21%

Petróleo

  • WTI, -6,69%, US$ 20,91
  • Brent, -5,48%, US$ 30,00

Europa (fechamento)

  • DAX, Alemanha: +1,25%
  • FTSE, Inglaterra: -0,88%
  • CAC, França: +0,38%
  • FTSE MIB, Itália: -0,36%
  • Stoxx 600: +0,64%

Ásia (fechamento)

  • Nikkei, Japão: +3,13%
  • Xangai, China: +1,59%
  • HSI, Hong Kong: +0,56%
  • ASX 200, Austrália: +1,87%
  • Kospi, Coreia: +1,72%