Ibovespa fecha com queda de 1,2%; dólar salta a R$ 5,84

Marcia Furlan
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Crédito: Apesar da crise, Bolsa americana teve melhor performance desde 1974, diz Tamler da Gap

O Ibovespa fechou a sessão desta quinta-feira (7) com queda de 1,20%, aos 78.118 pontos, se descolando das bolsas americanas.

O volume financeiro somou R$ 30,82 bilhões.

Na mínima, o índice atingiu 78.061 pontos (-1,27%) e, na máxima, 80.061 pontos (+1,26%).

O principal índice da bolsa brasileira registrou um pregão de extrema volatilidade, sem conseguir acompanhar o entusiasmo das bolsas globais.

Já o dólar, por sua vez, fechou com alta de 2,43%, cotado a R$ 5,8409.

A moeda americana foi impulsionada pela redução na véspera, pelo Copom, da taxa Selic em 0,75 ponto porcentual, para 3%, o que afasta o investidor estrangeiro.

Política

No cenário local, o presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e empresários da indústria se reuniram com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli.

O encontro não estava na agenda das autoridades e foi marcado de última hora, após um contato telefônico entre Bolsonaro e Toffoli quando o presidente se reunia com os industriais.

Em meio ao cenário de tensões entre os poderes, Toffoli foi confrontado sobre decisões da corte relacionadas à liberdade de prefeitos e governadores de decidirem sobre a quarentena.

Ainda na política, os investidores aprovaram a promessa feita por Bolsonaro de vetar a ampliação das categorias de servidores que não terão congelamento de reajustes salariais nos próximos meses.

A extensão do benefício a mais categorias foi incluído no último ajuste feito no projeto ontem, no Senado, antes da aprovação. A medida, se mantida, reduz a economia prevista pelo governo em mais de R$ 40 bilhões.

Exterior

No exterior, o destaque ficou por conta do índice Nasdaq – o primeiro a positivar, devolvendo as perdas impostas pelo coronavírus.

Segundo Filipe Teixeira, da Wisir Reseach, a bolsa de tecnologia americana deu um excelente indicativo de que as empresas deste segmento estão mais preparadas para as dificuldades que virão pela frente, que não serão poucas.

Fonte: Reprodução site CNBC

Pela manhã, saíram os números de auxílio-desemprego dos Estados Unidos. Na semana finalizada no dia 2 de maio, foram registrados 3,169 milhões de novos pedidos. O montante, desde o início da crise, é de 33,483 milhões de desempregados.

Este número ultrapassa em muito os 22,442 milhões de postos de trabalho gerados nos EUA desde novembro de 2009. Naquele mês, o país começou a se recuperar da crise do subprime (chamada de Grande Recessão).

Positivamente, pesam os números da balança comercial chinesa, que vieram acima do esperado.

A China apontou crescimento de 3,5% nas exportações e queda nas importações de 14%. Os analistas apostavam em queda de 15,7% nas exportações e queda de 11,2% nas importações.

Na Europa, o Banco da Inglaterra (BOE) manteve as taxas de juros em 0,1%, mas sinalizou que pode adotar novos cortes caso a crise econômica continue a se aprofundar.

Bolsa

Na bolsa brasileira, das 75 ações que compõem o Ibovespa 53 fecharam em baixa e 22 alta.

Com o desempenho de hoje, o principal índice da bolsa brasileira acumula retração de 2,97% na semana e no mês.

Já no acumulado deste ano, o Ibovespa recua 32,4%.

Ações

Maiores altas:

  • Klabin (KLBN11): +10,93%
  • Suzano (SUZB5): +7,50%
  • Marfrig (MRFG3): 7,33%
  • Minerva (BEEF3): 7,30%
  • Gerdau (GGBR4): +6,96%
  • Metalúrgica Gerdau (GOAU4): +6,54%

Maiores quedas

  • Localiza (RENT3): -8,40%
  • Totvs (TOTS3): -7,52%
  • Azul (AZUL4): -7,52%
  • Iguatemi (IGTA3): -7,46%
  • CCR (CCRO3): -7,08%
  • Cyrela (CYRE3): -7,08%

Mercados internacionais

Nova York

  • S&P: +1,15%
  • Nasdaq: +1,41%
  • Dow Jones: +0,89%
  • VIX: -7,33%

Europa

  • DAX, Alemanha: +1,44%
  • FTSE, Reino Unido: +1,41%
  • CAC, França: +1,54%
  • FTSE MIB, Itália: -0,50%
  • Stoxx 50: +1,30%

Petróleo

  • Brent (julho 2020): US$ 29,46 (+0,87%)
  • WTI (junho 2020): US$ 23,55 (+1,83%)

Ásia

  • Nikkei, Japão: +0,28%
  • Xangai, China: -0,23%
  • HSI, Hong Kong: -0,65%
  • ASX 200, Austrália: -0,38%
  • Kospi, Japão: -0,01%