Ibovespa fecha em baixa de 0,51%; dólar sobe 1,97%, a R$ 5,70

Marcia Furlan
Jornalista com mais de 30 anos de experiência. Trabalhou na Editora Abril e Agência Estado, do Grupo Estado, como repórter e editora de Economia, Política, Negócios e Mercado de Capitais. Possui MBA em Mercado de Derivativos pela FIA.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O Ibovespa fechou com queda de 0,51%, encerrado o pregão desta quarta-feira (6), aos 79.063 pontos, em meio às oscilações do mercado internacional.

O volume financeiro negociado no Ibovespa foi de R$ 21,71 bilhões.

Na mínima, o índice atingiu 78.055 pontos (-1,78%) e, na máxima, 79.996 pontos (+0,66%).

Já o dólar comercial avançou 1,97%, cotado aos R$ 5,7014 na compra e R$ 5,7024 na venda.

Em Nova York, o Dow Jones recuou 0,91% e o S&P desvalorizou-se 0,70%, porém o Nasdaq subiu 0,51%.

Cautela dos investidores após dados do desemprego e a tensão entre EUA e China marcaram o pregão norte-americano.

Indicadores

O Relatório Nacional de Emprego da ADP e da Moody’s Analytics, que é considerado uma prévia do payrool, a folha de pagamentos norte-americana a ser divulgada na sexta-feira, mostrou que o país perdeu 20,236 milhões de postos de trabalho no mês passado. É o pior resultado da pesquisa desde 2002.

Na Europa, foi divulgado o índice dos gerentes de compras (PMI na sigla em inglês) composto de abril, que teve nova baixa recorde.

O indicador ficou em 13,6, bem abaixo dos 29,7 pontos registrados em março. Leituras abaixo de 50 indicam retração econômica. O setor de serviços sofreu a retração mais brusca, fechando em 12 pontos, ante 26,4 de março. A indústria teve PMI de 33,4 pontos (era 44,5 no mês anterior). Os dados são da IHS Markit.

Brasil

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou o corte de 0,75 pontos porcentuais na taxa de juros Selic, que recuou a 3% – o menor nível histórico.

Adicionalmente, no comunicado, o BC indicou que fará um ultimo corte “não maior que o atual” na próxima reunião, daqui a 45 dias.

Já a Gol divulgou os resultados operacionais de abril, o primeiro mês inteiramente impactado pela pandemia, mostrando queda de 93,6% na demanda, na comparação com abril de 2019, e queda de 93,5% na oferta de assentos.

Balanços

As empresas abaixo divulgaram os resultados do primeiro trimestre de 2020:

  • Gerdau (GGBR4): lucro de R$ 221 milhões, queda de 51,3%
  • Tim (TIMP4): lucro normalizado de R$ 164 milhões, alta de 8,3%
  • Telefônica Vivo (VIVT4): lucro de R$ 1,153 bilhão, queda de 14,1%
  • Metalúrgica Gerdau (GOAU4): lucro de R$ 218 milhões, queda de 50,3%.

Ações

Maiores altas:

  • B2W (BTOW3): +19,13%
  • Magazine Luiza (MGLU3): +9,86%
  • Lojas Americanas (LAMAE3): +7,36%
  • Natura (NTCO3): +5,74%
  • Via Varejo (VVAR3): +3,20%

Maiores quedas

  • CVC (CVCB3): -5,86%
  • Cemig (CMIG4): -4,65%
  • BTG (BPAC11): -4,57%
  • Embraer (EMBR3): -4,53%
  • BR Malls (BRML3): -3,96%

Nova York

  • S&P: -0,70%
  • Nasdaq: +0,51%
  • Dow Jones: -0,91%

Europa

  • DAX, Alemanha: -1,15%
  • FTSE, Inglaterra: +0,06%
  • CAC, França: -1,11%
  • FTSE MIB: -1,31%
  • Stoxx 50: -1,12%

Ásia

Mercado do Japão fechado por conta do feriado do Dia da Constituição.

  • Xangai, China: +0,63%
  • HSI, Hong Kong: +1,13%
  • ASX 200, Austrália: -0,42%
  • Kospi, Coreia: +1,76%

Petróleo

  • WTI (junho 2020): US$ 24,09 (-1,91%)
  • Brent (julho 2020): US$ 29,91 (-3,42%)