Ibovespa fecha com alta de 0,75% em meio à tensão política

Marcia Furlan
Jornalista com mais de 30 anos de experiência. Trabalhou na Editora Abril e Agência Estado, do Grupo Estado, como repórter e editora de Economia, Política, Negócios e Mercado de Capitais. Possui MBA em Mercado de Derivativos pela FIA.
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Crédito: Divulgação / G1

O Ibovespa fechou a sessão desta terça-feira (5) com alta de 0,75%, desacelerando seus ganhos, que vinham em linha com o exterior, ao final do pregão.

Tornaram-se públicos, após as 16h, trechos do depoimento do ex-ministro Sergio Moro, prestados no último sábado, quando o ex-juiz deu detalhes sobre supostas interferências políticas do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal.

Dessa forma, o Ibovespa perdeu fôlego e encerrou o pregão aos 79.470 pontos, em sessão com volume financeiro de R$ 20,01 bilhões.

Na mínima, o índice atingiu 78.886 pontos (+0,01%) e, na máxima, 81.065 pontos (+2,77%).

Das 75 ações que compõem o Ibovespa, 39 fecharam com alta, 35 em baixa e uma estável.

Já o dólar comercial também ganhou força no fim, por conta da tensão política, e encerrou com alta de 1,23%, cotado a R$ 5,58.

Além do depoimento de Moro, o índice oscilou no final do pregão acompanhando as bolsas em Nova York.

Nova York

Lá fora, os índices oscilaram após declaração de membro do FOMC sobre a possibilidade de mais ações de estímulos para a economia.

Vice-presidente do Fed, Richard Clarida disse ainda ver sinais de recuperação econômica nos EUA a partir de julho.

Adicionalmente, o tom se manteve positivo, diante dos sinais de reabertura da economia nos estados americanos.

Em relatórios, os bancos Goldman Sachs e Morgan Stanley afirmaram de que há sinais de recuperação da economia na Ásia já no segundo trimestre.

Estados Unidos e Europa devem assistir a uma melhora a partir do terceiro trimestre.

Brasil

Mais cedo no Brasil, o IBGE divulgou os dados da produção industrial de março, que recuou 9,1% na comparação com fevereiro, na série com ajuste sazonal. É a menor marca para o mês desde 2002.

Sobre março de 2019, a redução é de 3,8%. No ano, a produção da indústria acumula uma queda de 1,7%.

Adicionalmente, hoje começou a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, que deve optar por mais um corte da taxa Selic, atualmente em 3,75%.

Ações

Entre as ações, destaque para o Itaú Unibanco (ITUB4), que reportou na véspera um recuo de 43% no lucro do primeiro trimestre, que somou R$ 3,912 bilhões.

Já em teleconferência, o presidente do Itaú, Candido Bracher, afirmou que o banco trabalha com a previsão de retomada gradual da economia, o que levou a ajustes de estratégias.

As apostas do banco para enfrentar a crise são as transações digitais.

Fechamento

Mais negociadas:

  • Via Varejo (VVAR3): +2,11%
  • Petrobras PN (PETR4): +3,22%
  • Cogna (COGN3): -4,98%

Maiores altas:

  • Gol (GOLL4): +5,65 %
  • Klabin  (KLBN11): +5,17%
  • Sabesp (SBSP3): +4,49%

Maiores quedas:

  • IRB (IRBR3): -6,05%
  • CSN (CSNA3): -3,28%
  • Cia Hering (HGTX3): +3,14%

Ibovespa hoje

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Fonte: TradingView

Nova York

  • S&P: +0,90%
  • Nasdaq: +1,13%
  • Dow Jones: +0,56%
  • VIX: -6,28%

Europa

  • DAX, Alemanha: +2,52%
  • FTSE, Inglaterra: +1,70%
  • CAC, França: +2,40%
  • FTSW MIB, Itália: +2,14%
  • Stoxx 50: +2,09%

Petróleo

  • Brent (julho 2020): US$ 30,97 (+13,86%)
  • WTI (junho 2020): US$ 24,56 (+20,45%)

Ásia

Os mercados da China, do Japão e da Coréia do Sul ficaram fechados nesta terça-feira, por conta de um feriado.

  • HSI, Hong Kong: +1,08%
  • ASX 200, Austrália: +1,64%

(Com Rodrigo Petry e Wisir Research)