Ibovespa mantém alta, descolado de NY; dólar recua a R$ 5,57

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/ANBIMA

O Ibovespa continua em alta nesta quinta-feira (21). Às 15h10, reportava ganhos de 1,66%, aos 82.726,25 pontos. O dólar comercial apresenta queda de 2,11%, cotado a R$ 5,57.

O mercado se animou com a aprovação, nesta quinta, na Câmara dos Deputados, da proposta (PLN 8/2020) em que o Poder Executivo pede autorização para quitar – por meio de endividamento em títulos públicos – despesas correntes de R$ 343,6 bilhões previstas no Orçamento deste ano.

Com o projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) 8/2020, o governo poderá contornar a chamada “regra de ouro” em 2020.

Também nesta quinta, Jair Bolsonaro e os governadores realizaram uma reunião virtual em tom conciliador, na qual concordaram com o veto, no projeto de socorro a estados e municípios, ao trecho que autoriza reajustes para servidores públicos. Congelar os salários dos servidores da União, de estados e municípios é “o remédio menos amargo”, nas palavras do presidente. Ele prometeu sancionar o projeto ainda hoje.

Ainda no radar, expectativas quanto às medidas para o fim da quarentena no Rio de Janeiro e em São Paulo, que devem começar em junho.

E também a decisão do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o sigilo do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril no Palácio do Planalto.

Ele pode optar pela retirada completa do sigilo, como pede a defesa do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro. A decisão deve sair até sexta-feira.

Exterior

Em Nova York, os mercados oscilaram na manhã, mas agora seguem todos negativos. O principal tema do dia é a tensão crescente entre Estados Unidos e China.

Além das acusações constantes do presidente norte-americano Donald Trump de que a China é a responsável pela pandemia de coronavírus, o Senado aprovou ontem um projeto de lei que pode tirar as empresas chinesas das bolsas americanas. Pelo projeto, só poderão ser negociadas ações de empresas que não sejam de propriedade ou controladas por governo estrangeiro.

Trump foi ao Twitter dizer que a China trabalha para que o democrata Joe Biden vença as eleições presidenciais de novembro.

Também no exterior, os números de novos pedidos de seguro-desemprego dos EUA vieram alinhados com a expectativa do mercado: 2,438 milhões. O resultado, apesar de alto, confirma que as reivindicações vêm caindo semana a semana.

O índice dos gerentes de compras (PMI na sigla em inglês) composto dos EUA indicou uma melhora considerável na atividade econômica: o indicador foi de 27 para 36,4 pontos. Na zona do euro, o PMI composto foi de 30,5 pontos, acima da expectativa de 25 pontos. Os setores industrial e de serviços tiveram leituras acima do esperado. Leituras abaixo de 50, no entanto, indicam contração econômica.

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Confira as cotações às 15h10.

Ações mais ativas

  • Petrobras (PETR3): +0,10%
  • Via Varejo (VVAR3): +4,04%
  • Itaú Unibanco (ITUB4): +5,14
  • Itaúsa (ITSA4): +5,89%
  • Bradesco (BBDC4): +3,13%

Maiores altas

  • Cyrela Realt (CYRE3): +8,00%
  • CCR (CCRO3): +9,45%
  • Ecorodovias (ECOR3): +6,97%
  • Petrobras Distribuidora (BRDT3): +8,13%
  • Ultrapar (UGPA3): +7,05%

Maiores baixas

  • JBS (JBSS3): -4,23%
  • Klabin (KLBN11): -4,59%
  • Marfrig (MRFG3): -5,51
  • Minerva (BEEF3): -5,02
  • IRB Brasil (IRBR3): -4,73%

Nova York

  • S&P: -0,53%
  • Nasdaq: -0,75%
  • Dow Jones: -0,19%

Europa

  • DAX, Alemanha: -1,41%
  • FTSE, Reino Unido: -0,86%
  • CAC, França: -1,15%
  • FTSE MIB, Itália: -0,73%
  • Stoxx  50: -0,75%

Ásia

  • Nikkei, Japão: -0,21%
  • Xangai, China: -0,55%
  • HSI, Hong Kong: -0,49%
  • ASX 200, Austrália: -0,41%
  • Kospi, Coreia: +0,44%

Petróleo

As cotações do petróleo seguem na alta de ontem, com os investidores motivados pela baixa no estoque semanal divulgada nos EUA. A possibilidade de uma nova onda de coronavírus liga o alerta sobre uma possível nova queda na demanda mundial.

  • WTI (julho 2020): US$ 33,93 (+0,46%)
  • Brent (julho 2020): US$ 36,09 (+0,95%)

 

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