Ibovespa fecha com alta 6,52% em linha com melhora externa

Marcia Furlan
Jornalista com mais de 30 anos de experiência. Trabalhou na Editora Abril e Agência Estado, do Grupo Estado, como repórter e editora de Economia, Política, Negócios e Mercado de Capitais. Possui MBA em Mercado de Derivativos pela FIA.
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Crédito: Divulgação / Reserva Ativa

O Ibovespa fechou a sessão desta segunda-feira (6) com forte alta, acompanhando a animação dos mercados internacionais.

Dessa forma, o Ibovespa encerrou o pregão com alta de 6,52%, aos 74.072 pontos, e um volume financeiro de R$ 21,2 bilhões.

Com a alta do pregão de hoje, a bolsa passou a acumular alta de 1,44% em abril, mas segue perdendo 35,95% este ano.

Das 73 ações que compõem o Ibovespa, apenas Klabin (KLBN11), -0,72%; Eletrobras (ELET6), -0,40%; (ELET3), -0,37%; e Usiminas (USIM5), -0,25%, fecharam com queda.

Já o dólar comercial recuou 0,65%, cotado na compra a R$ 5,2911 e, na venda, a R$ 5,2926. Na mínima, o dólar este cotado a R$ 5,2255 e, na máxima, a R$ 5,3118. Em 12 meses, a moeda sobe 36,7%.

O dólar reagiu às falas do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, de que medidas adotadas para aumentar a liquidez do mercado são mais efetivas que a redução da taxa Selic.

No espectro político, os boatos de que o presidente Jair Bolsonaro poderia definir o destinho do ministro da Saúde, Luis Henrique Mandetta, levaram a bolsa a perder o fôlego na reta final da jornada.

Exterior

Os mercados operaram com valorização diante de notícias um pouco mais animadoras vindas da Europa com relação aos números de casos da Covid-19.

Principalmente, os investidores se animaram com as informações mais positivas vindas dos dois países mais assolados pela doença, Itália e Espanha.

Já nos EUA foi registrada uma desaceleração do número de casos. Segundo dados da Johns Hopkins, foram 28.200 casos no domingo, ante 32.100 (de sexta) e 33.260 (de sábado).

Adicionalmente, as bolsas americanas ganharam um impulso adicional no fechamento após informações de que a Casa Branca estaria preparando um novo pacote de estímulos, no montante de US$ 1,5 trilhão ainda este mês.

Petróleo

Já as cotações do petróleo estão em queda em razão do adiamento pela Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) de uma reunião com a Rússia que ocorreria hoje.

O encontro poderia levar a um acordo para o fim da guerra de preços que o país está travando com a Arábia Saudita desde o começo de março, em razão de divergências sobre o corte na produção.

A expectativa é de que o encontro que pode definir cortes na produção aconteça na quinta-feira (9).

Brasil

No Brasil, o Ibovespa teve um estímulo adicional com a publicação de um circular pelo Banco Central que cria uma linha de crédito temporária para indústria, comércio e serviços de municípios em estado de calamidade pública.

Os recursos liberados por meio da emissão de uma letra financeira garantida, de acordo com informações da Agência Estado.

Já a Câmara dos Deputados adiou para amanhã a votação do chamado Plano Mansueto, que propõe flexibilizar algumas regras para facilitar liberações a estados e municípios.

PIB

Pela manhã, o boletim Focus do Banco Central mostrou nova redução na projeção para o PIB. A queda agora será de 1,18%, antes -0,48% na semana anterior. O mercado também passou a esperar uma taxa Selic mais baixa em 2020, de 3,25%, ante 3,50% na semana passada.

Os resultados da indústria automotiva, divulgados hoje, também mostram os impactos do coronavírus na economia. A produção em março caiu 21% em relação a março do ano passado e 7% em relação a fevereiro, de acordo com a Anfavea. Já as vendas recuaram 22% e 19%, respectivamente.

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Vamos ao desempenho dos mercados nesta segunda-feira:.

Ações Ibovespa

Mais negociadas

  • Via Varejo (VVAR3): +6,34%
  • Petrobras (PETR4): +2,80%
  • Bradesco (BBDC4): +9,47%
  • Itaú (ITUB4): +7,36%
  • Cogna (COGN3): +12,90%

Maiores altas

  • Localiza (RENT3): +20,12%
  • B2W (BTOW3): +19,38%
  • IRB (IRBR3): +18,51%
  • Intermedica (GNDI3): +16,76%
  • BRF (BRFS3): +15,86%

Petróleo

  • WTI, -6,95%, US$ 26,37
  • Brent, -2,90%, US$ 33,12

Nova York

  • S&P 500: +7,59%
  • Dow Jones: +6,95%
  • Nasdaq: +7,33%

Europa

  • Dax, Alemanha, +5,77%
  • FTSE, Inglaterra, +3,08%
  • CAC, França, +4,61%
  • FTSE MIB, Itália, +4,00%
  • STOXX600, +3,73%

Ásia

(Mercado da China não funcionou, por conta de um feriado local)

  • Nikkei, Japão, -4,24%
  • HSI, Hong Kong, +2,21%
  • ASX, Austrália, +4,33%
  • Kospi, Coreia, +3,85%