Ibovespa futuro abre em queda, em linha com o exterior

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Divulgação / B3

O Ibovespa futuro abriu a segunda-feira (21) em baixa de 1,44%, aos 96.622 pontos, em linha com os mercados do exterior, que repercutem avanço do coronavírus e suspeitas sobre fundos de bancos internacionais.

A última semana foi a terceira de perdas seguidas para a bolsa brasileira, assim como em Wall Street. Na sexta, o Ibovespa teve queda de 1,81%.

O dólar está cotado a R$ 5,4467, com alta de 1,12%.

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Indicadores

O Boletim Focus voltou a apontar melhora para o Produto Interno Bruto (PIB) e também avanço da inflação.

A projeção para o PIB foi de queda de 5,11% há uma semana para queda de 5,05%. Há quatro semanas, era de recuo de 5,46%.

A expectativa para a inflação oficial do país em 2020, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), teve seu sexto aumento consecutivo: foi de 1,94% para 1,99%. Há quatro semanas, era de 1,71%.

A prévia da Sondagem da Indústria da FGV de setembro sinaliza avanço de 7,2 pontos do Índice de Confiança da Indústria (ICI) em relação ao número final de agosto, para 105,9 pontos. Se o resultado se confirmar, esse será o maior valor do índice desde janeiro de 2013 (quando registrou 106,7 pontos).

Amanhã o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulga a ata da última reunião, quando foi anunciada a manutenção da taxa Selic em 2%, após nove cortes consecutivos.

Exterior

Bolsas em queda em Nova York e na Europa, repercutindo a alta nos novos casos de coronavírus e também as suspeitas de que bancos estariam envolvidos com fundos suspeitos.

Na Ásia, as ações listadas em Hong Kong do Standard Chartered e do HSBC caíram na segunda-feira. Este dois, junto com J.P. Morgan, Deutsche Bank e Bank of New York Mellon, teriam movimentado mais de US$ 2 trilhões em recursos de origem ilícita ou não comprovada para contas obscuras e de redes criminosas do mundo todo durante duas décadas.

A denúncia foi feita pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), com base em documentos secretos da FinCEN (Financial Crime Enforcement Network), agência do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.

Veja as cotações às 8h55:

Bolsa Nova York

  • S&P: -1,65%
  • Nasdaq: -1,59%
  • Dow Jones: -0,68%

Bolsa Europa

  • DAX, Alemanha: -3,33%
  • FTSE, Reino Unido: -3,41%
  • CAC, França: -3,24%
  • FTSE MIB, Itália: -3,27%
  • Stoxx 600: -2,87%

Bolsa Ásia

  • Nikkei, Japão: (fechada por feriado)
  • Xangai, China: -0,63%
  • HSI, Hong Kong: -2,06%
  • ASX 200, Austrália: -0,71%
  • Kospi, Coreia: -0,95%

Petróleo

  • WTI: US$ 40,49 (-2,01%)
  • Brent: US$ 42,28 (-2,02%)

Ouro

  • Ouro future: US$ 1.937 a onça-troy (-1,26%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian, China: US$ 114,53 (-2,88%)