Mercados de NY abrem em alta; no Brasil, destaque é o PIB

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pexels

O primeiro dia de setembro começa com agenda cheia no Brasil e no exterior. Os mercados futuros de Nova York começam em alta.

Hoje tem resultado do Índice dos Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês) industrial pelos quatro cantos.

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Na China, o PMI industrial animou, ficando em 53,1 pontos em agosto, ante expectativa de 52,6 e leitura anterior de 52,8. Leituras acima de 50 pontos indicam crescimento da atividade econômica, enquanto leituras inferiores a 50 apontam retração.

Já na Europa, a zona do euro teve PMI em linha com o aguardado: 51,7 pontos, ante 51,8 do mês anterior.

No Reino Unido, a leitura veio abaixo da projeção: 55,2, quando o mercado esperava 55,3. Mas, ainda assim, acima de julho, quando foi de 53,3.

Na Alemanha, a história foi a mesma: avanço, mas menor do que o projetado. Ficou em 52,2 pontos, quando a expectativa era por 53. Em julho, foi de 51.

Ao longo da manhã, ainda tem resultado do PMI industrial de EUA e Brasil.

Da Europa também vem outro indicador, a prévia do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que teve queda de 0,4% em agosto. No ano, a queda da inflação é de 0,2%.

PIB é destaque no Brasil

Logo cedo deve ser apresentado o novo valor da prorrogação do auxílio emergencial do governo, além de possível proposta para o Renda Brasil. Às 10h, o ministro da economia, Paulo Guedes, fala ao Congresso.

Mas a grande expectativa é quanto ao Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre. A queda prevista pela Secretaria de Política Econômica (SPE) fica entre 8% e 10%.

Segundo a Secretaria, o resultado deve refletir a crise do coronavírus e as interrupções “do comércio e das atividades normais da sociedade”.

Em nota, o órgão afirma que o Brasil não deve ser diferente dos demais países, onde o primeiro trimestre registrou quedas, mas inferiores a 10%, ao passo que o segundo trimestre vem registrando tombos acima dos 10%.

Todos os setores devem apresentar queda, com exceção do agronegócio, impulsionado no período pelas importações crescentes, principalmente para China e Estados Unidos.

O IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, projeta queda de 11% no resultado do trimestre.

Com a provável queda do PIB, o Brasil entra, oficialmente, em recessão técnica – que se caracteriza por dois recuos consecutivos na atividade econômica. No primeiro trimestre, o PIB teve queda de 1,5%.

Confira as cotações às 5h50:

Mercados Nova York

  • S&P: +0,34%
  • Nasdaq: +0,91%
  • Dow Jones: +0,17%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: +0,67%
  • FTSE, Reino Unido: -0,77%
  • CAC, França: +0,14%
  • FTSE MIB, Itália: +0,41%
  • Stoxx 600: +0,24%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: -0,01%
  • Xangai, China: +0,44%
  • HSI, Hong Kong: +0,03%
  • ASX 200: -1,77%
  • Kospi, Coreia: +1,01%

Petróleo

  • WTI (outubro 2020): US$ 43,02 (+0,96%)
  • Brent (dezembro 2020): US$ 45,68 (+0,88%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2020): US$ 1.996 a onça-troy (+0,92%)

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