IBGE: produção industrial recua em 7 dos 15 locais pesquisados

Bruno Bravo Duarte
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Crédito: Divulgação/IBGE

A produção industrial brasileira apresentou queda de 0,7% em setembro, com recuo em sete dos 15 locais pesquisados. É o que aponta a Pesquisa Industrial Mensal Regional (PIM Regional), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (8).

De acordo com o IBGE, a maior queda foi registrada em Pernambuco, que teve um recuo de 12%, eliminando 6,1% do seu crescimento no mês de julho na indústria de perfumes, sabões, produtos de higiene pessoais, limpeza e químicos em geral. Esta foi a queda mais intensa desde abril de 2020 (18,9%), quando o Brasil vivia o auge do isolamento causado pela pandemia de Covid-19, com a queda no consumo e o encarecimento de matéria-prima.

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Na sequência negativa, estão os estados de Minas Gerais (-0,9%), Espírito Santo (-3,7%), Região Nordeste (-3,5%), Mato Grosso (-2,3%),  Rio Grande do Sul (-1%) e Goiás (-0,3%).

Produção industrial: Amazonas e Pará são destaques positivos

O destaque positivo foi para dois estados da Região Norte: Amazonas (7,3%) e Pará (7,1%).

O bom resultado na produção de bebidas e no setor de outros equipamentos de transporte destacou a indústria amazonense, que recuperou parte da queda de julho (-13,2%). Já o parque industrial do Pará, em especial, no setor da  metalurgia encerrou com a sequência negativa de três meses em queda de produção industrial local.

Segundo a pesquisa PIM em agosto, outros estados tiveram resultados expressivos e positivos, como por exemplo:  Santa Catarina (1,9%), Paraná (1,5%), Rio de Janeiro (1,3%), São Paulo (0,4%) e Bahia (0,3%)

Produção industrial: comparação anual

Na comparação com agosto de 2020, a queda de produção anual foi de 0,7% em nove dos 15 locais pesquisados. A Região Nordeste foi a que sofreu o maior impacto produtivo, com os estados da Bahia (-13,8%) e Pernambuco (-13,5%),  seguidos pelo Pará (-6,2%), Ceará (5,6%), Goiás (-3,4%), Mato Grosso (-2,1%), Amazonas (-1,5%) e Rio Grande do Sul (-1,5%).

As maiores altas foram registradas nas regiões Sul e Sudeste.  Paraná (8,7%), Minas Gerais (6,5%), Espirito Santo (6,0%), Santa Catarina (5,8%), Rio de Janeiro (1,4%), e São Paulo (0,9%).