Produção industrial recua em 12 de 15 locais pesquisados, aponta IBGE

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Divulgação/CNI

A Pesquisa Industrial Mensal Regional (PIM-REG) de dezembro revela que a produção da indústria teve queda em 12 dos 15 locais pesquisados no Brasil.

O dado foi divulgado nesta terça-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, e complementa o dado da PIM divulgada anteriormente.

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Como um todo, a produção industrial encerrou o ano de 2020 com queda de 4,5%. O resultado negativo foi puxado, principalmente, pelo baixo desempenho do setor de veículos automotores de São Paulo.

Produção industrial

Reprodução/IBGE

Produção industrial: setor de veículos de São Paulo tem maior recuo

“Mesmo vindo de oito meses seguidos de resultados positivos, logo após as paralisações que aconteceram devido às medidas mais restritivas de isolamento social, o setor de veículos paulista fecha o ano no campo negativo. Isso é atribuído à baixa produção de automóveis, autopeças e, também, caminhões”, explica o analista da pesquisa, Bernardo Almeida.

São Paulo, que representa aproximadamente 34% da produção industrial brasileira e fecha o ano com queda de 5,7%. “O estado também teve queda na produção de máquinas e equipamentos. Principalmente na produção de máquinas para trabalhar matéria-prima na fabricação de pasta de celulose. E também retração na produção de rolamentos para equipamentos industriais”, afirma.

O segundo local que mais influenciou a queda no acumulado do ano foi o Rio Grande Sul, com queda de 5,4%. E também por causa da retração no setor de veículos automotores.

Os demais resultados negativos do ano foram registrados nas indústrias de Espírito Santo (-13,9%), Ceará (-6,1%), Amazonas (-5,5%). Também Bahia (-5,3%), Mato Grosso (-5,2%), Santa Catarina (-4,4%), Minas Gerais (-3,2%). Mais Região Nordeste (-3,0%), Paraná (-2,6%) e Pará (-0,1%).

Pernambuco avança

Já Pernambuco (3,7%) apontou o principal avanço no índice acumulado de janeiro a dezembro de 2020, pressionado, sobretudo, pelas atividades de produtos alimentícios.

“Houve aumento na produção de açúcar cristal, açúcar VHP e também de açúcar refinado de cana. Já um setor secundário nesse crescimento é o de produção de bebidas, que teve aumento na produção de cervejas e chopes, refrigerantes e aguardente de cana-de-açúcar”, explica Bernardo.

Rio de Janeiro (0,2%) e Goiás (0,1%) completaram o conjunto de locais com crescimento na produção industrial no ano. “A indústria fluminense acaba fechando o ano com um crescimento bem tímido, sendo impulsionado, principalmente, pelo setor extrativo, devido ao aumento na extração de óleos brutos de petróleo e gás natural. Em segundo plano, temos a indústria farmacêutica, com aumento na produção de medicamentos”, diz. Já Goiás teve seu crescimento impulsionado pela indústria de alimentos.