IBGE: Setor de serviços cresce 1,8% em setembro, quarta alta seguida

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Reprodução/Pixabay

A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quinta-feira (12) pelo IBGE, aponta crescimento de 1,8% do setor de serviços em setembro. Essa é a quarta alta consecutiva do indicador.

Apesar das altas, os valores ainda não compensam as perdas acumuladas entre fevereiro e maio, de 19,8%. Conforme a pesquisa, o volume de serviços ainda está 18,3% abaixo do recorde histórico alcançado em novembro de 2014.

Em relação a setembro de 2019, houve queda de 7,2%. É a sétima taxa negativa seguida nessa comparação. O acumulado no ano caiu 8,8% frente ao mesmo período de 2019.

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Atividades pesquisadas

De acordo com a PMS, quatro das cinco atividades pesquisadas cresceram. Apenas serviços profissionais, administrativos e complementares tiveram resultado negativo, -0,6%. Entretanto, a parte eliminada no ganho em agosto é pequena.

Por outro lado, o setor de outros serviços alcançou 4,8% na comparação com o mês anterior. No acumulado do ano, chegou a  6,1% e foi o único a superar o nível pré-pandemia.

“Outros serviços alcançaram o maior patamar desde outubro de 2014, refletindo a alta nos serviços financeiros e auxiliares. As empresas nesse segmento vêm obtendo incrementos de receita desde o segundo semestre de 2018 em função da redução consistente da taxa Selic, que reduziu os ganhos com a poupança e levou os agentes econômicos a buscarem alternativas mais atraentes de investimentos, sejam de renda fixa ou variável”, comenta o gerente da pesquisa do IBGE, Rodrigo Lobo.

Outra atividade em destaque foi a de informação e comunicação, que avançou 2% em setembro. Mas o ganho acumulado de 7% no período junho-setembro ainda não compensou todo a queda (8,9%) de janeiro a maio.

Contudo, dentro desse setor, o segmento de tecnologia da informação já dá sinais de recuperação. O segmento foi um dos poucos com resultado positivo no acumulado do ano (6,5%).

Mais afetados

Serviços prestados às famílias (9,0%) e transportes (1,1%) foram os mais atingidos durante a pandemia. Porém, tiveram importância mais moderada na composição do resultado do mês, já que ambos tiveram alta pelo quinto mês seguido. Por conta desse resultado, eles ficaram uma base de comparação mais elevada.

“Muitos trabalhadores ainda estão exercendo suas funções fora do local de trabalho. Ainda há muitas pessoas que não estão saindo de casa nem viajando. Por isso, estabelecimentos como restaurantes e hotéis, além do transporte de passageiros, ainda não estão funcionando em plena capacidade. Eles atuam como limitadores de um processo mais acelerado de retomada tanto dos serviços prestados às famílias como do setor de transportes como um todo”, explica Lobo.

Conforme a pesquisa do IBGE, a categoria do transporte aéreo teve alta de 19,2% ante agosto. Entretanto, ainda acumula queda de 37,6% no ano.

Por outro lado, os segmentos de transporte aquaviário (11,2%) e de armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio (2,2%) foram de transportes que registraram taxas positivas no acumulado do ano.

Os serviços prestados às famílias acumulam retração de 38,6% no ano. O segmento de serviços de alojamento e alimentação é o que soma maior queda dentre todos os segmentos, totalizando 40,2%.

 

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