IBGE: produção industrial cresce em 12 de 15 locais pesquisados em agosto

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Reprodução/Wikimedia

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta quinta-feira (8) que o setor industrial nacional teve alta em 12 dos 15 locais analisados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM-Regional), na passagem de julho para agosto. 

De acordo com a pesquisa, seis locais já superaram o patamar pré-pandemia da Covid-19. Amazonas (7,6%), Pará (5,5%) Ceará (5%), Goiás (3,9%), Minas Gerais (2,6%) e Pernambuco (0,7%) estão acima do nível de produção de fevereiro de 2020.

Retomada

A produção industrial nacional cresceu 3,2% em agosto, sendo a quarta alta seguida. O gerente da pesquisa do IBGE, Bernardo Almeida, afirma que esse resultado se relaciona com a reabertura e flexibilização do isolamento social. 

Juliano Custódio. Henrique Bredda. Luiz Barsi. Gustavo Cerbasi.

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“A pesquisa reflete, em grande medida, a ampliação do movimento de retorno à produção de unidades produtivas, após paralisações e interrupções por conta da pandemia”, disse Almeida.

Por outro lado, a comparação com agosto de 2019, a produção industrial apresentou queda de 2,7%, com retração em nove dos 15 locais pesquisados.

Resultados regionais

A PIM-Regional mostrou que o Pará teve a maior alta na produção em agosto, com 9,8%. A taxa dá ao estado o segundo lugar em influência no resultado geral. “É a terceira taxa positiva consecutiva do Pará, com ganho de 18,2% nesse período”, disse Almeida. O índice foi influenciado pelo desempenho do setor de extração mineral, equivalendo aproximadamente 88% da produção industrial paraense.

Conforme o IBGE, a indústria de São Paulo continua como maior influência da série de altas do setor. Em agosto, o aumento foi 4,8%.

“O setor de veículos puxa o resultado, já que é bastante atuante na indústria paulista”, explicou Almeida. São Paulo acumula a quarta taxa positiva consecutiva, somando 39,8% no período. Entretanto, ainda está 0,6% abaixo do período pré-pandemia.

O Rio de Janeiro apresentou alta de 3,3%. É a sétima maior taxa no mês, mas a terceira maior influência no resultado nacional. O índice foi motivado especialmente pelo setor de derivados do petróleo.

Também é a quarta taxa positiva consecutiva da indústria fluminense, com acumulado de 19,1% no período. Conforme a pesquisa, o Rio está quase alcançando o patamar de fevereiro de 2020, com 0,1% abaixo do nível de produção pré-pandemia.

Por outro lado, Pernambuco (-3,9%) e Espírito Santo (-2,7%) tiveram as maiores quedas no mês. Apesar de três meses de altas que somaram 40,3%, a indústria pernambucana caiu por conta do setor de bebidas.

Ainda assim, Pernambuco está na lista de locais que superaram o nível de fevereiro. Minas Gerais, com variação de negativa de 0,4%, completa a lista de quedas.