IBGC aponta aumento de 42,2% em remuneração de conselheiros

Paulo Amaral
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A sétima edição da pesquisa Remuneração dos Administradores, desenvolvida pelo IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa), apontou que os conselheiros de administração tiveram, de 2016 para 2018, um aumento médio de 44,2% na remuneração total anual.

Os dados apontaram que a remuneração continua majoritariamente baseada apenas em parcela fixa em 77% das empresas listadas em bolsa participantes da amostra. As demais (23%) utilizam algum tipo de remuneração variável ou baseada em ações ou renda variável, vinculadas ao desempenho.

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A remuneração total entre as companhias participantes do Ibovespa é 1,9 vezes superior à média das empresas listadas, chegando a 3,1 vezes quando comparadas somente às empresas que não compõem o índice.

O Nivel 1, de acordo com os segmentos de listagem da bolsa, foi o que apresentou o maior crescimento percentual de remuneração para os conselheiros de administração em 2018, chegando a 80,2%.

Henrique Luz, presidente do conselho de administração do IBGC, explicou a importância da pesquisa realizada e fez uma rápida explanação sobre o que significam os números coletados.

“A remuneração serve de instrumento para o alinhamento de interesses entre administradores, os investidores, os stakeholders e a empresa. A correta definição da política de remuneração de conselheiros e diretores e das metas, indicadores e valores de remuneração são fundamentais para um direcionamento adequado de como e em que direção o negócio será conduzido”, pontuou.

“Estamos nos aproximando das assembleias anuais e os resultados da pesquisa podem ajudar esses públicos em seu processo de análise”, complementou o presidente do conselho.

Outros cargos

A pesquisa divulgou também os números em relação a outras áreas. Diretores estatutários tiveram crescimento de 33,3% na remuneração anual total em 2018, quando comparada ao ano de 2016.

Em relação a esse quesito específico, 89% das empresas integrantes da amostra fazem uso de remuneração variável e/ou a baseada em ações além da parcela fixa (apenas 11% delas remunera seus diretores apenas com salário fixo).

De acordo com os segmentos de listagem da bolsa, no caso dos diretores estatutários, o destaque foi o Nivel 2, com 40,5% de aumento em 2018. O Nível 1 se destacou com a presença do conselho fiscal em 100% das empresas.

A remuneração dos conselheiros fiscais, por sua vez, foi a que apresentou o crescimento menos expressivo, de apenas 16,2%.

Indicadores

Os dados divulgados pela pesquisa permitiram identificar também peculiaridades relacionadas aos indicadores de desempenho utilizados para a definição das parcelas variáveis da remuneração por 66 empresas do Ibovespa.

Elas informaram um total de 394 indicadores, com muitos deles se repetindo entre as companhias. Luiz Martha, gerente de Pesquisa e Conteúdo do IBGC, explicou o que isso significa na prática.

“Embora muito se discuta sobre o papel que as companhias têm em relação às questões sociais e ambientais, muito mencionado pelas próprias empresas e cada vez mais demandado por investidores e sociedade, a pesquisa mostra que a remuneração ainda é muito baseada nos indicadores de desempenho tradicionais: EBITDA, desempenho individual, satisfação dos clientes e lucro líquido”.

Novidades

A sétima edição da Pesquisa Remuneração dos Administradores apresentou algumas novidades. As principais são as análises relativas ao CEO Pay Slice (CPS) e ao Chairman Pay Slice (ChPS).

As duas trazem um entendimento sobre a diferença entre a remuneração do diretor-presidente em relação aos demais diretores (em média, 2,7 vezes maior) e entre a do presidente do conselho e a dos demais conselheiros (em média, 3,2 vezes maior).

 

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