IBC-Br aponta alta de 1,31% na atividade econômica em maio

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O IBC-Br, Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do PIB, mostrou um avanço de 1,31% em maio na comparação com abril, no cálculo com ajuste sazonal.

De acordo com o Banco Central, o resultado veio abaixo do esperado de 4,50%.

Sobre maio de 2019, a queda é de 14,24%, sem ajuste. A queda foi maior que a esperada de -11,70%.

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Desta forma, no acumulado do ano até maio, o IBC-Br tem queda de 6,08% e em 12 meses, recuo de 2,08%.

Trimestre

No trimestre de março a maio, o recuo é de 11,43% em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve uma retração de 10,22%.

O Banco Central informa mensalmente os resultados do indicador. Já o índice oficial, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), é divulgado a cada três meses.

No primeiro trimestre, de acordo com o IBGE, a economia brasileira registrou uma retração de 1,5% em relação ao quarto trimestre de 2019.

Já o Boletim Focus, também do Banco Central, prevê uma retração do PIB em 2020 de -6,10%. Essa projeção é divulgada semanalmente e desde o começo da crise causada pela pandemia do coronavírus tem sido revista para baixo.

Tá e aí?

O IBC-Br (métrica mensal do PIB) frustrou as expectativas, escreveu a XP investimentos, em relatório assinado pela economista Lisandra Barbero.

Para a economista, o resultado “reforçou a mensagem de que, apesar de abril ter sido o pior momento para a atividade econômica no país, a recuperação da economia brasileira parece acontecer de forma mais gradual do que os últimos indicadores de curto prazo vinham sinalizando”.

O desempenho aquém ainda não altera o viés positivo que os indicadores de atividade econômica.

No entanto, diante da possibilidade de que a atividade econômica se recupere a passos ainda mais lentos quando as medidas de estímulo (creditício e auxílio emergencial) começarem a ser retiradas da economia, a XP mantem a projeção de PIB a -6% e Selic a 2,00% em 2020.

Para junho, a XP projeta uma expansão de 6,4% m/m, o equivalente a -5,8% a.a do IBC-Br.