Prévia do PIB, IBC-BR recua 0,27% em setembro; BTG projetava queda de 0,3%

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Pixabay

O Banco Central divulgou nesta terça-feira (16) o IBC-Br, Índice de atividade econômica de setembro, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).

O indicador recuou 0,27%. Na comparação anual, o IBC-Br subiu 1,52%. No ano até agosto, a alta é de 5,88% sem ajuste e, em 12 meses, 4,22%.

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A projeção do BTG Pactual Digital (BPAC11) era de queda de 0,3% no mês e alta de 1,4% no ano.

IBC-Br

Reprodução/Banco Central

Demais projeções para o PIB

Também divulgado nesta terça, o Boletim Focus desta semana trouxe uma quinta redução na projeção para o PIB brasileiro: 4,88%, ante 5,01% de quatro semanas atrás.

Para 2022, a expectativa caiu a 0,93%, ante 1,50% de quatro semanas atrás.

Cenário daqui em diante

O varejo (-1,1%) tem sido o segmento mais impactado, pela aceleração da inflação e incertezas econômicas. Para a indústria (-0,4%), o cenário não mudou, com recuo ligado às dificuldades produtivas e ao aumento dos custos. Por outro lado, a maior surpresa veio diante do resultado do setor de Serviços, aquém das expectativas, recuando -0,6% no mês, a despeito da mobilidade social em patamares acima do observado em fevereiro de 2020.

Dessa forma, o 3T21 encerrou com uma queda de -0,14%, sinalizando que o PIB do trimestre deve ser mais fraco que o esperado. Para o 4T21 o carrego estatístico ficou em -0,3%, também sugerindo um desafio maior para o final do ano.

Além disso, o dado de agosto foi revisado de -0,15% para -0,29%, julho de +0,23% para +0,13%, junho de +0,23% para 0,22% e maio de -0,41% para -0,39%.

Para o BTG, os dados mais fracos de atividade no 3T21 e 4T21 podem deixar um carrego negativo para 2022, dificultando ainda mais o crescimento para o próximo ano, que já vem sofrendo revisões baixistas diante da expectativa da taxa Selic atingir 12% ao ano.

IBC-Br

Reprodução/BTG