Ibama renova licença para Brasil retomar extração de urânio paralisada em 2015

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 8 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Certificações: CPA-10, CPA-20 e AAI. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/Wikipedia

O Ibama renovou nesta semana a Licença de Operação da Unidade de Concentração de Urânio da Indústrias Nucleares do Brasil (INB) em Caetité, na Bahia, até 2026. As operações foram paralisadas entre 2014 e 2015, depois que a parte a céu aberto da mina Cachoeira se esgotou e foi solicitado licença para parte subterrânea, sem sucesso. Além disso, a estatal aguarda a licença para Santa Quitéria, no Ceará. Com informações do jornal Estadão.

Segundo a companhia, essa era a última etapa para voltar a extração de urânio no Brasil visando suprir suas centrais nucleares.

“A opção foi pela lavra a céu aberto da mina do Engenho, no mesmo local”, comunicou o INB.

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O licenciamento também é referente a planta de beneficiamento do minério.

De acordo com uma fonte com conhecimento no assunto, em 2020 serão produzidos 250 toneladas de urânio e no próximo ano 400 toneladas necessárias para abastecer as usinas nucleares Angra 1 e Angra 3.

O INB Caetité possui 1.700 hectares, com capacidade produtiva de 99,1 mil toneladas de urânio e onde foram encontrados cerca de 17 minerais.

De 2000 a 2015, a estatal nuclear produziu 3.750 toneladas de urânio extraídos a céu aberto na mina de Cachoeira.