Iata se preocupa com retrocesso em retomada do setor aéreo

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução / Canva

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) voltou a expressar sua preocupação com o futuro do setor após os números de outubro apresentarem um retrocesso no processo de retomada iniciado em junho.

De acordo com Brian Pierce, economista-chefe do órgão, a demanda do mercado doméstico global fechou o período com 40% de queda em relação ao mesmo mês de 2019.

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“Ainda estamos no túnel para sairmos da crise e temos um caminho para percorrer”, pontuou Pierce, citando ainda que, no âmbito internacional, a defasagem é ainda maior, com o percentual ficando 88% abaixo do registrado no ano passado.

“Estamos pelo terceiro mês seguido com o mercado internacional parado”, lamentou. “A maioria dos mercados internacionais continua fraca. Há uma recuperação que estamos vendo na América do Norte e Central. Infelizmente é um mercado relativamente pequeno e não tem tanto impacto sobre a indústria total”, completou.

“Novos surtos de covid-19 e a dependência contínua dos governos de quarentenas violentas resultaram em outro mês catastrófico para a demanda por viagens aéreas”, afirmou o diretor geral e CEO da Iata, Alexandre de Juniac.

Vacinas são pequena luz no fim do túnel, segundo Iata

O início da vacinação contra a Covid-19 em alguns países, e a perspectiva de que a imunização comece globalmente dentro de pouco tempo, deram para a Iata uma pequena luz de esperança.

“Vemos hoje que o anúncio de que vamos ter vacinas disponíveis trouxe um pequeno crescimento na busca por passagens, mas nada comparável com o que tínhamos antes”, disse o executivo. “Enquanto isso vai ser um inverno muito difícil para as aéreas. Vamos precisar de ajuda dos governos para estimular o mercado”, avisou.

“Esta crise é implacável. Nossa última previsão econômica é de que as companhias aéreas percam US$ 118,5 bilhões este ano, ou US$ 66 para cada passageiro transportado. Supondo que as fronteiras sejam reabertas em meados de 2021, o setor “só” perderá US$ 38,7 bilhões em 2021. Agora é a hora de os governos se manifestarem. Os US$ 173 bilhões de apoio fornecido até o momento permitiram que a indústria sobrevivesse, mas é necessário mais para levar a indústria até o próximo verão”, concluiu de Juniac, em coro com Brian Pierce.

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