Iata pede para governos oferecerem estímulos às companhias aéreas

Paulo Amaral
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Foto: O colapso do setor aéreo mundial remodelará uma indústria trilionária

A Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA) segue preocupada com a situação do setor aéreo e, como fez em outras ocasiões, apelou aos governos.

De acordo com o órgão, para que o segmento possa se sustentar e, com o tempo, driblar o impacto causado pela pandemia do novo coronavírus, as companhias aéreas precisarão de estímulos.

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“Os governos precisam oferecer estímulos para as companhias aéreas no mundo, pois os custos continuam crescendo”, sintetizou Alexandre de Juniac, diretor-geral da Iata.

“Quanto mais rápido isso acontecer, melhor, se não será muito difícil reorganizar a oferta e os serviços”, completou.

A Iata revelou que a média de voos internacionais em março deste ano foi 48% da registrada no mesmo mês de 2019, um ano antes de a pandemia ter início no mundo.

“A demanda doméstica vem apresentando desempenho melhor do que a internacional.”

Iata aposta em vacinação

O órgão afirmou que vê com bons olhos o andamento da vacinação contra a Covid-19 ao redor do mundo, e mostrou confiança em ver as fronteiras novamente abertas assim que a imunização começar a atingir níveis globais.

“As vacinas terão um papel importante na recuperação do setor. Esperamos que as fronteiras estejam suficientemente abertas em outubro deste ano ao redor do mundo”, comentou de Juniac.

Segundo o dirigente, não há preocupação com um possível desinteresse das pessoas por viagens de avião no pós-pandemia.

“O apetite por viagens se mantém, as pessoas vão voltar a voar fortemente, não estou preocupado em relação a isso”.

O único ponto de preocupação foi a possibilidade de os governos passarem a exigir documentos comprovando a vacinação para que os passageiros tenham livre circulação.

“Nossa recomendação não é barrar passageiros que não tenham sido vacinados contra a covid-19”, garantiu.

Juniac disse ainda que, segundo dados compilados em uma pesquisa realizada pela IATA,  90% dos entrevistados aprovaram o trabalho das companhias aéreas no que diz respeito às medidas de segurança na pandemia.

“O setor fez sua lição de casa para atravessar esse período.”