IACE sobe em agosto e se aproxima de níveis pré-pandemia, mostra FGV

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução/iStock Photos

O Indicador Antecedente Composto da Economia Brasileira (IACE) subiu 1,1% no mês de agosto, chegou a 117,8 pontos e se aproximou dos níveis pré-pandemia.

Segundo estudo publicado em parceria pela FGV IBRE e pelo The Conference Board (TCB), o indicador, agora, está 2,2 pontos abaixo do do mês de fevereiro.

Os dados apontaram que quatro das oito séries componentes contribuíram para a alta dos números, e que a maior delas veio do Índice de Expectativas da Indústria.

“A recuperação do nível de atividades no terceiro trimestre em ritmo superior ao inicialmente estimado pode ser vista através do quarto mês consecutivo de elevação do IACE”, comentou Paulo Picchetti, do FGV IBRE.

“No entanto, não só a desaceleração do IACE mas também a estabilidade do ICCE em agosto mostram que o ritmo dessa recuperação ainda está sujeito às incertezas ligadas aos efeitos dos estímulos sobre a dinâmica do quadro fiscal, e ao controle efetivo da crise sanitária”, completou

O ICCE (Indicador Coincidente Composto da Economia Brasileira), citado por Picchetti, e que mensura as condições econômicas atuais, ficou estável em 101,4 pontos no mesmo período.

Como é formado o IACE

O Indicador Antecedente Composto da Economia agrega oito componentes que medem a atividade econômica no Brasil e, a soma deles, acaba compondo um indicador que filtra “ruídos” e colabora para que a tendência econômica efetiva seja revelada.

O IACE foi lançado no Brasil em 2013, em parceria pelo FGV Ibre e pelo The Conference Board.

Os oito componentes do índice são os seguintes: Taxa referencial de swaps DI pré-fixada, Ibovespa (fechamento do mês), Índice de Expectativas da Indústria, Índice de Expectativas dos Serviços, Índice de Expectativas do Consumidor, Índice de produção física de bens de consumo duráveis, Índice de Termos de troca e Índice de quantum de exportações.

Outros 11 países e regiões cobertos pelo The Conference Board também adotam, com sucesso, o indicador, segundo a FGV: China, Estados Unidos, Zona do Euro, Austrália, França, Alemanha, Japão, México, Coréia, Espanha e Reino Unido.

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