Prioridade da Hypera (HYPE3) é manter a solidez do balanço, diz presidente

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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A Hypera (HYPE3), gigante do setor farmacêutico, realizou teleconferência nesta segunda-feira (27) para apresentação dos resultados do primeiro trimestre de 2020.

O presidente da companhia, Breno Oliveira, explicou que o aumento de 11% no sell-out foi impulsionado pela corrida dos consumidores às farmácias para compra de medicamentos isentos de prescrição.

Isso ocorreu após o início das regras de restrição para circulação da população por causa da pandemia.

Os principais beneficiados pela corrida às farmácias foram os antigripais, analgésicos, suplementos e vitaminas.

“Por outro lado, categorias importantes como dermatologia e pediatria já sentiram o impacto negativo da queda do número de consultas médicas por causa da pandemia, o que pressionou o crescimento da demanda de produtos de prescrição nesse trimestre” disse Oliveira.

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Covid-19

A pandemia de coronavírus aumentou os desafios para este ano.

A Hypera adotou home office para toda equipe administrativa.

Afastou também os colaboradores do grupo de risco, além de férias coletiva para algumas equipes, como a de campo e merchandising — que devem retornar gradualmente em maio.

A equipe de visitação médica também utilizará ferramente de visitação virtual para os médicos que ainda voltaram aos consultórios e assistência médica remota à todos colaboradores.

Segundo Oliveira, a empresa aumentou a proteção na fábrica, por meio do distanciamento, medição de temperatura dos colaboradores e plano de ação casos de coronavírus em suas instalações.

O presidente informou que a companhia antecipou pedidos de compras de princípios ativos importados da China e da Índia desde o início de fevereiro, para garantir o fornecimento de medicamentos.

Liquidez

A companhia fortaleceu sua liquidez de curto prazo. De maneira preventiva, a Hypera contratou empréstimos no valor de R$ 900 milhões, com vencimentos para 2021 e 2022.

Anunciou também R$ 2,5 bilhões em emissão de debêntures, para aquisição do portfólio da Takeda.

Breno Oliveira destacou que a companhia está com um caixa pró-forma de R$ 5 bilhões, mais do que suficiente para honrar com as obrigações da empresa.

Prioridade

O Diretor de Relações com Investidores, Adalmario Couto, disse que a prioridade da Hypera é manter a solidez do balanço da companhia, ainda mais no cenário econômico atual, para garantir o crescimento sustentável no longo prazo.

De acordo com Adalmario, a Hypera tem na confiança na geração de caixa do negócio agora e também no futuro.

“O foco da Hypera é o mercado brasileiro, onde enxergamos muitas oportunidades de crescimento”, disse o presidente da companhia.

Oportunidades

Oliveira afirmou que a empresa segue focada em inovação e no crescimento sustentável, inclusive nesse momento de pandemia do coronavírus.

Neste trimestre, adquiriu o portfólio de produtos dermatológicos da Glenmark no Brasil.

Para Breno Oliveira, esta crise, como todas as outras passadas, também gerará oportunidades.

A companhia vem se aproximando de startups especializadas em Health Tech, em busca de oportunidades de investimentos ou parcerias, que podem ter crescimento exponencial no curto e médio prazo.

Segundo o presidente da Hypera, apesar dos momentos adversos vivenciados no curto prazo, os fundamentos de crescimento de longo prazo da companhia se mantém intactos — principalmente pelo acelerado processo de envelhecimento da população, que favorece o aumento de consumo de medicamentos.

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