Hypera (HYPE3): Cade aprova aquisição de subsidiária pela Eurofarma

Marcello Sigwalt
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Crédito: Site Como investir

Sem restrições. Assim foi a aprovação, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), da aquisição do controle de subsidiária brasileira da Hypera pela Eurofarma, por US$ 161 milhões.

Pelos termos da transação, celebrada na última terça-feira (18), a Eurofarma passa a deter ativos tangíveis e intangíveis referentes a 12 medicamentos – entre próprios e licenças, de venda livre e de prescrição médica – que abrangem o mercado latino-americano.

Uma vez concluída a operação com a Takeda,  a Hypera, por sua vez, se tornará a maior companhia farmacêutica do país e líder absoluta em OTC, com market share de 20%, bem à frente do concorrente mais próximo, que não passa de 11% do mercado.

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Condições pendentes

Como os ativos fizeram parte de uma renegociação recente com a Takeda Phamaceuticals International AG, a transação só será concluída mediante o cumprimento de determinadas condições precedentes, como o fechamento do negócio entre as empresas e aprovação de autoridades antitruste.

Termos explicitados

O comunicado explicita que o contrato regulará os termos e condições de venda, pela companhia, de ativos, direitos de propriedade intelectual e outros direitos relativos à fabricação e à comercialização do portfólio de determinados produtos de prescrição e os isentos de prescrição.

Nesse caso, se encontram Argentina, Colômbia, Equador, México, Panamá e Peru.

No dia 2 de março último, Hypera e Takeda Pharmaceutical haviam fechado acordo para aquisição de portfólio de 18 medicamentos com isenção de prescrição (OTC) e de prescrição na América Latina, ao preço de US$ 825 milhões.

Receita de R$ 900 mi

A informação é de que a Takeda apresentou receita líquida de R$ 900 milhões em 2019 – receita da qual o Brasil responde por 83% do total e o México, 15%.

Integram a carteira adquirida produtos terapêuticos, como cardiologia, diabetes, endocrinologia, gastrenterologia, sistema respiratório e clínica geral, sem contar com marcas Top of Mind, como Neolsaldina, Dramim e Nesina – para tratamento de diabetes tipo II.

Aquisição alinhada

Por outro ângulo, a aquisição da Takeda está “alinhada com a estratégia de ampliação de um portfólio que considera “singular e não replicável” de marcas líderes que possuam faturamento anual acima de R$ 100 milhões, marcando posição em setores estratégicos do mercado.