Howard Schultz: o responsável pelo sucesso mundial da Starbucks

Carla Carvalho
Graduada em Ciências Contábeis pela UFRGS, pós-graduada em Finanças pela UNISINOS/RS. Experiência de 17 anos no mercado financeiro, produtora de conteúdo de finanças e economia.

Crédito: Wikipedia

Howard Schultz é o responsável por tornar a Starbucks uma das marcas mais famosas do mundo inteiro. De origem humilde, o executivo conseguiu transformar o pequeno comércio de café de Seattle na maior rede mundial de cafeterias.

Atualmente, a rede possui mais de 30 mil lojas em cerca de 80 países. Suas ações estão listadas na Nasdaq e, inclusive, há BDRs da companhia disponíveis no Brasil. Quanto a Schultz, o bilionário figura entre os mais ricos da lista da Forbes, com um patrimônio aproximado de US 5 bilhões.

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A seguir, saiba mais sobre o homem que transformou a pequena loja de café em um dos maiores cases de sucesso do mundo dos negócios.

Origem e formação de Howard Schultz

Howard Schultz nasceu em Nova York em 1953. De família humilde, passou por diversas dificuldades financeiras, em especial após um acidente de trabalho sofrido por seu pai. Como ele não tinha nenhum tipo de seguro, a família ficou desamparada e Howard precisou rapidamente encontrar uma profissão.

Dessa forma, dedicou-se ao esporte ainda na adolescência. O futebol americano acabou lhe rendendo uma bolsa de estudos no curso de Comunicação na Universidade do Norte de Michigan.

Tempos depois, Howard Schultz perdeu a bolsa de estudos, pois percebeu que o futebol não seria o seu futuro. Mesmo assim, concluiu o curso de Comunicação em 1975 e conseguiu pequenos trabalhos, até ser contratado como trainee de vendas pela Xerox. Lá foi o seu início no mundo comercial, pois era diretamente responsável pelas vendas das copiadoras.

O primeiro contato com a Starbucks

Após três anos, Howard Schultz deixou a Xerox para liderar uma equipe de vendas da Hammarplas, empresa de utilidades domésticas. Foi lá que ele conheceu a Starbucks que, na ocasião, vendia cafés em grãos para um público diferenciado.

A Starbucks tinha algumas lojas em Seattle, e começou a chamar a atenção de Howard por causa do volume crescente de pedidos. Dessa forma, Schultz decidiu conhecer a empresa e foi até a sua sede.

Durante a visita, ele ficou impressionado com o modo de operação da Starbucks. Isso porque o negócio tinha muita personalidade, pois era focado em um pequeno nicho de entusiastas do café. Dessa forma, havia muito entusiasmo e proximidade dos clientes em relação à empresa.

A Starbucks havia sido fundada em 1971 por três sócios, e as lojas eram todas em Seattle. Muito impressionado com o que viu, Howard decide trabalhar lá um ano depois. Assim, foi contratado como diretor de operações de varejo e marketing na empresa, que estava em um momento de expansão.

No entanto, as lojas só vendiam café para consumo doméstico. Ao participar de uma feira em Milão, Howard ficou impressionado com a quantidade de cafés na cidade. Por isso, teve a ideia de levar um modelo semelhante para Seattle, ou seja, servir cafés em vez de vender os grãos nas lojas.

Quando retornou aos Estados Unidos, depois de muita insistência, Schultz conseguiu fazer os seus chefes comprarem a sua ideia. Dessa forma, a Starbucks passou a oferecer bebidas prontas, o que foi um sucesso em Seattle.

A saída de Howard da empresa

Com a ótima recepção do público em relação ao serviço de cafeterias, Howard decidiu sair da Starbucks para montar a sua própria rede. Isso porque queria replicar exatamente o modelo que viu na Itália, diferentemente do estilo dos donos da Starbucks.

A abertura do seu negócio foi bastante difícil. Nesse sentido, Howard Schultz precisou angariar US$ 1,6 milhão para dar início ao projeto, e teve várias recusas iniciais.

Porém, tempos depois, finalmente conseguiu o dinheiro, sendo que um dos investidores foi um dos sócios da própria Starbucks. Dessa forma, conseguiu abrir o café Il Giornale, que também teve muito  sucesso.

Os anos passaram e a dedicação de Howard fez com que o negócio crescesse e se tornasse muito rentável. Por isso, em 1987 acabou comprando a própria rede da Starbucks por cerca de US$ 3,8 milhões. Dessa maneira, tornou-se o CEO da nova Starbucks Corporation.

A transformação do café em um produto de alto valor agregado

Quando Howard comprou a rede, a Starbucks tinha apenas seis lojas. Nesse sentido, o desafio de Howard era crescer e, ao mesmo tempo, agregar valor ao produto. Isso porque, por mais que o café vendido na Starbucks fosse sofisticado, por si só não traria a margem necessária para sustentar o negócio.

Por isso, além de continuar servindo um excelente café, começou a oferecer também salgados, doces e outros produtos de qualidade superior. Junto disso, outros pontos também começaram a ser trabalhados, como o layout das lojas, que priorizavam o acolhimento e o conforto dos clientes. Dessa forma, começou a nascer a identidade da Starbucks tal qual conhecemos hoje. Ou seja, não somente um lugar para tomar café, mas também para trabalhar, confraternizar, ou mesmo ficar sozinho lendo e apreciando momentos de tranquilidade.

A expansão da Starbucks

Ao longo dos próximos anos, a marca passaria a se expandir. Nesse sentido, em 1992 a rede já tinha atingido 165 pontos de venda, e em 1996 abriu a primeira loja fora da América do Norte, em Tóquio.

Howard permaneceu como CEO da Starbucks Corporation até 2017. A partir desse ano, foi substituído por Kevin Johnson e passou a se dedicar a projetos pessoais, dentre eles a criação de uma rede de restaurantes ligada à Starbucks.

A contribuição de Howard ao empreendedorismo também está nos livros Dedique-se de Coração (1999) e Em Frente! (2011).

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