Hidrovias do Brasil (HBSA3) estreia com queda de mais de 2% na bolsa

Marcia Furlan
Jornalista com mais de 30 anos de experiência. Trabalhou na Editora Abril e Agência Estado, do Grupo Estado, como repórter e editora de Economia, Política, Negócios e Mercado de Capitais. Possui MBA em Mercado de Derivativos pela FIA.
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Crédito: Divulgação / Hidrovias do Brasil

As ações da Hidrovias do Brasil estrearam em queda na B3 nessa sexta-feira (25). O papel era negociado às 11h30 a R$ 7,35, com desvalorização de 2,78% em relação ao que foi fixado no IPO, de R$ 7,56.

O valor ficou no piso da faixa indicativa de preço, que ia de R$ 7,56 a R$ 8,88. Com isso, a captação da companhia somou R$ 3,019 bilhões, por meio da oferta de 399.426.570 ações ordinárias. A operação foi coordenada pelo Bank of America Merrill Lynch, Itaú, o Santander, o Morgan Stanley, BTG Pactual, Citigroup, dentre outros.

A abertura de capital da Hidrovias se dá em meio ao boom de IPOs vivido pelo Brasil esse ano. Algumas empresas, contudo, têm apresentado dificuldade em colocar suas ações dentro do intervalo esperado. Seis delas, por exemplo, foram obrigadas a precificar abaixo da faixa indicativa. E outras quatro já desistiram do processo: You Inc, Riva 9, Caixa Seguridade e BR Partners.

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A Hidrovias do Brasil é uma companhia de logística, que nasceu de uma startup financiada pela Pátria Investimentos, em 2010. Tinha como sócios ainda a Aimco 1, Aimco 2, Temasek, a Blackstone e o BTO FIP. O BNDESPar, braço de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, possuía cerca de 4,5% da companhia.

A empresa tinha como objetivo ligar toda a América Latina por meio de rios. Hoje diz ter a maior capacidade de carregamento de grãos no Norte do país e o único operador integrado de fertilizantes.

Transporta também celulose pelo Rio Paraguai e minério de ferro, grãos e fertilizantes pela hidrovia Paraguai-Paraná.

A Hidrovias do Brasil registrou receita líquida de R$ 3,314 bilhões no segundo trimestre, o que representou um aumento de 37% sobre o mesmo período do ano passado. O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 187,3 milhões, crescimento de 39%. No período, no entanto, a empresa teve prejuízo de R$ 7,407 milhões, revertendo lucro de R$ 52 milhões do segundo trimestre de 2019.

Santos Brasil (STBP3) capta R$ 789 milhões em follow-on

Outra operadora de logística, a Santos Brasil, informou nesta sexta-feira (25) que fechou em R$ 4,10 o preço de suas ações em oferta subsequente (follow-on) primária encerrada ontem. Com isso, a empresa terá um aumento de capital de R$ 789,8 milhões, com a emissão de 192,68 milhões de ações ordinárias. O capital total subirá para R$ 1,871 bilhão.