Hering (HGTX3) tem queda de 89,2% no lucro no 1TRI20

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Divulgação

A Hering (HGTX3) divulgou seus resultados do primeiro trimestre de 2020, nesta quinta-feira (28). O lucro líquido totalizou R$ 5 milhões, um desempenho 89,2% inferior ao registrado no mesmo período de 2019.

De acordo com a companhia, o desempenho foi puxado pela  diminuição do resultado operacional do trimestre, além da queda do resultado financeiro líquido, impactado basicamente pelos juros recebidos e renegociados.

As vendas mesmas lojas (SSS, na sigla em inglês) recuou 22,2% no primeiro trimestre de 2020, contra um avanço 11,5% em igual período de 2019.

O resultado financeiro foi uma despesa de R$ 5,6 milhões, uma redução de 18,8%.

As despesas operacionais somaram R$ 120,4  milhões no período, uma queda de 4,8%.

A Hering explica que a redução é fruto da rígida gestão de custos e despesas.

Ebtida cai 80%

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida, na sigla em inglês) somou R$ 11,383 milhões, uma redução de 80% em comparação com igual período do ano passado.

A margem Ebtida ficou em 4,2%, baixa de 11,1 pontos percentuais.

De acordo com a Henrig, o resultado foi impactado essencialmente pela queda nas vendas.

Receita da Hering cai 27,2%

A receita líquida da Hering foi de R$ 272,1 milhões, queda de 27,2%.

De acordo com a companhia, o resultado foi influenciado negativamente pela paralisação das operações e fechamento de lojas físicas em função da pandemia, o que impactou não somente o sell-out, mas também o abastecimento sell-in dos canais multimarcas e franquias.

O lucro bruto caiu 32,7% no trimestre, atingindo R$ 109,3 milhões.

Já a margem bruta alcançou 40,2%, uma diminuição de 3,2 pontos percentuais.

Conforme a Hering, a retração apresentada é decorrente da baixa diluição dos custos fixos e consequente diminuição na alavancagem operacional das fábricas.

Veja os destaques do balanço:

203 lojas abertas

Atualmente, a Hering está com aproximadamente 203 lojas abertas, o correspondente a 30% da base total de lojas.

De acordo com a empresa, em meados de abril, foi retomado parcialmente as atividades fabris e do principal centro de distribuição localizado em Goiás.

Hering apresenta crescimento nas vendas online

A companhia aumentou investimentos em e-commerce com forte aceleração de vendas e fluxo de novos clientes.

A performance do canal mais que dobrou desde o fechamento das lojas físicas.

No final do ano passado, a Hering consolidou um ambiente Omnichannel, que conecta 100% dos canais físico e online através de uma jornada única. Isso se traduziu em clientes com o dobro de frequência de compras e gasto médio três vezes maior do que os consumidores exclusivos do canal físico.

Investimentos

A Henrig investiu R$ 4,9 milhões no período, 46,6% inferior ao investido no primeiro trimestre de 2019. Isso porque a companhia optou por preservar o caixa durante a pandemia.

Os aportes foram destinados principalmente para tecnologia e inovação com o desenvolvimento das integrações de CRM e Data Driven, plataforma do e-commerce entre outros sistemas de TI; reformas e instalações em lojas e aquisição de maquinários para evolução do parque fabril.

Caixa da Henrig

A Henrig encerrou março com R$ 365,2 milhões em caixa.

Conforme a companhia, o intuito é preservar a saúde financeira para a sustentabilidade e aceleração do negócio.

A varejista gerou R$ 26 milhões de caixa livre, quase a metade do gerado em igual período de 2019. Isso em função principalmente do menor resultado operacional.

Hering não distribuirá proventos

No trimestre, devido aos impactos da pandemia do Covid-19 e a preservação de caixa, a companhia não deliberou proventos.

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