Helbor (HBOR3) reverte prejuízo e lucra R$ 5,44 mi no balanço do primeiro trimestre

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.
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Crédito: Fonte: site Helbor

A Helbor (HBOR3) reportou lucro líquido de R$ 5,44 milhões no primeiro trimestre de 2020. No mesmo período de 2019, a empresa tinha registrado prejuízo de R$ 39,27 milhões.

Segundo a companhia, a melhora é resultado dos esforços que a mesma vem buscando em conjunto com a melhora nas vendas do período.

Além disso, a forte redução do prejuízo demonstra a evolução no novo ciclo da Helbor. Desse modo, inseridos nesse contexto, os projetos novos lançados possuem margens mais robustas.

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O bom desempenho do período encerra uma sequência de 13 trimestres consecutivos de resultados negativos, destacou a companhia.

O Ebitda (lucro antes juros, impostos, amortização e depreciação) para os três primeiros meses do ano foi de R$ 18,13 milhões. Os números refletem um avanço de 256% sobre a base anual, com R$ 5,09 milhões no primeiro trimestre de 2019.

Ao mesmo tempo, a receita líquida total entre janeiro e março de 2020 também apresentou avanço de 11%. Com isso, passou de R$ 232,22 milhões no primeiro trimestre de 2019 para R$ 258,65 milhões em igual período de 2020.

Resultado Financeiro

As receitas financeiras da Helbor atingiram o montante de R$ 13 milhões no primeiro trimestre de 2020. Isso representa um aumento de 145% na comparação com igual período de 2019.

Por outro lado, as despesas financeiras registraram um valor de R$ 10 milhões entre janeiro e março deste ano. Refletindo uma queda de 76,6% na base anual.

Assim sendo, o resultado financeiro no primeiro trimestre de 2020 ficou positivo em R$3 milhões.

Segundo a companhia, a queda das despesas financeiras é fruto da estratégia acertada de redução do custo financeiro do endividamento através principalmente de operações estruturadas, o que proporcionou a redução do custo da dívida e seu alongamento.

Posição de caixa e endividamento

Ao final do trimestre, o endividamento totalizou R$ 1,41 milhões, recuo de 17% em relação ao mesmo período de 2019.

A redução do endividamento é decorrente do reescalonamento da gestão da dívida promovido no último trimestre de 2019.

Também contribuiu para a redução do endividamento o alto volume de repasses promovido no ano de 2019 pela venda de estoque de unidades prontas, informou a companhia.

Já o saldo de disponibilidades totalizou R$ 538,8 milhões no encerramento do primeiro trimestre de 2020. Isso representa aumento de 218% em relação ao saldo de R$169,7 milhões no final do primeiro trimestre de 2019.