Heineken muda CEO; no Brasil, onde briga com Ambev (ABEV3), nada muda

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.

Crédito: Reprodução/Alchetron

A cervejaria Heineken fará uma troca na alta cúpula global. A empresa informou que, no dia 1º de junho, Jean-François van Boxmeer, que ocupou o cargo de diretor executivo por 15 anos, será substituído pelo chefe da região Ásia-Pacífico da empresa, Dolf van den Brink, que assume por período de pelo menos quatro anos. As informações são da Reuters.

No Brasil, onde a Heineken ampliou sua disputa, sobretudo no mercado de cervejas puro malte, contra a Ambev (ABEV3), não haverá mudança na direção. Segundo informações do Linkedin, o executivo Mauricio Giamellaro, que trabalha na empresa desde 2012, é o presidente desde março do ano passado.

 

A segunda maior fabricante de cerveja do mundo projetou que o lucro operacional em 2020 cresça em uma porcentagem de meio dígito após os ganhos de 2019 atingirem as expectativas.

As ações da Heineken subiram 5,2% no início do pregão, de acordo com reportagem da CNBC.

Lucro de 2,16 bilhões de euros em 2019

Em 2019, o lucro da empresa foi de 2,16 bilhões de euros, com crescimento de 13% no lucro líquido, na comparação com 2018. O mercado brasileiro foi um dos destaques, como aponta reportagem do Valor.

As vendas no país aumentaram mais de 10% no quarto trimestre – globalmente, o crescimento orgânico no volume de vendas foi de 4,1%. E o país já é o maior consumidor do principal produto da marca, que é a cerveja Heineken.

Tá, e aí?

A analista de commodities da XP Investimentos, Betina Roxo, destacou que a Heineken reportou fortes resultados no quarto trimestre.

No Brasil, o volume de cerveja cresceu um dígito médio em 2019 e duplo dígito no quarto trimestre com destaque para as marcas Heineken, Amstel e Devassa, destacou a analista.

“Já as marcas econômicas declinaram um dígito alto, seguindo dois aumentos de preço durante o ano”, ressaltou.

Ambev

A Ambev reportará seus resultados no dia 27 de fevereiro e, de acordo com a analista da XP, são esperados números “suaves no quarto trimestre, com volumes de cerveja no Brasil crescendo 2% ao ano, após queda de 2% no quarto trimestre de 2018.”

“Porém, os volumes surpreendentemente fortes da Heineken corroboram o cenário competitivo desafiador e por isso, temos uma leitura negativa para Ambev”, escreveu.