Havan (HVAN3) faz pedido de IPO e quer levantar R$ 10 bi na estreia

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Havan

A Havan (HVAN3) protocolou nesta quinta-feira (27) o pedido de registro da oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

A varejista,  cujo capital é detido integralmente pelo bilionário Luciano Hang. pretende levantar até R$ 10 bilhões em sua estreia na B3.

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A companhia realizará oferta primária (emissão de novas ações) e secundária (venda de ações dos atuais acionistas) de ações.

Em 30 de junho de 2020, o capital social da Havan era de R$ 300 milhões.

Segundo a Havan, os recursos captados serão direcionados para expansão de lojas e do centro de distribuição, para abertura de novas lojas e para suporte do crescimento orgânico; investimentos em tecnologia; e reforço no capital de giro.

A oferta será coordenada pelo Itaú BBA, XP Investimentos, BTG Pactual, Morgan Stanley, Bank of America, Bradesco BBI, Safra e Santander.

A Havan afirma que está criando banco digital, conforme prospecto de IPO.

Sobre a Havan

A Havan acredita ser a única empresa do mercado brasileiro que apresenta um modelo de varejo disruptivo, one-stop-shop.

A empresa busca vender “de tudo para todos”, oferecendo um mix de produtos diversificado (que chega a mais de 320 mil SKUs durante o ano).

Ao mesmo tempo, a Havan acredita ser capaz de proporcionar uma experiência de compra
diferenciada aos seus clientes, com espaços amplos e organizados, concessão de crédito (via cartão Havan), praças
de alimentação e até cinemas, fidelizando os nossos clientes e tornando-os fãs da experiência e da marca Havan.

Conforme o prospecto, a companhia atingiu o Net Promoter Score (NPS) de 86 em junho de 2020 e a recorrência
de compra média por cliente de mais de seis vezes ao ano.

Ano após ano, a companhia se fortalece em suas principais métricas. Entre os exercícios sociais findos em 2017 e
2019, apesar das desafiadoras condições macroeconômicas no Brasil, aumentou em 32% a quantidade de lojas, ao
passo que sua receita operacional líquida duplicou.

Atualmente, conta com 149 megalojas (incluindo 1 loja de operação de e-commerce) localizadas em 121 municípios de todas as regiões do país, da grande à pequena cidade, que totalizam mais de 1,5 milhão de m² de área construída e 690 mil m² de área de vendas.

Em março de 2020, a Havan anunciou um processo de transformação digital, com o lançamento de diversos produtos e serviços. Isso permitiu a solidificação de sua marca como omnichannel e o crescimento de suas vendas por via digital.

Em uma pesquisa recente realizada pela Isobar sobre a maturidade digital das marcas a Havan ficou em 3º lugar.

E em um outro estudo feito pela Socialbakers, está entre as três empresas varejistas que mais interagem nas redes sociais durante a pandemia.

Havan em números

O lucro líquido ajustado foi de R$ 756,1 milhões em 2019, contra R$ 668,1 milhões de 2018 e R$ 476 milhões de 2017.

O Ebtida alcançou R$ 1,105 bilhão em 2019, ante R$ 944,4 milhões de 2018 e R$ 624,8 milhões de 2017.

A receita líquida atingiu R$ 7,903 bilhões em 2019 e R$ 5,525 bilhões em 2018 e R$ 3,835 bilhões em 2017.

A margem Ebtida atingiu 14% em 2019, ante 17,1% de 2018 e 16,3% de 2017..