Havan e Grupo SEB estudam IPO; veja mais destaques

Osni Alves
Jornalista (2007); Especializado em Comunicação Corporativa e RP (INPG, 2011); Extensão em Economia (UFRJ, 2013); Passou por redações de SC, RJ e BH (oalvesj@gmail.com).
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Crédito: Havan

A varejista Havan começou a se reunir com gestores, em fase preliminar para sua oferta pública inicial de ações (IPO), conhecida como “non-deal roadshow”.

De acordo com o Valor, são as primeiras apresentações sobre números e projetos da companhia, que pertence ao empresário Luciano Hang.

Os planos são ambiciosos para a chegada à bolsa. A empresa quer levantar ao menos R$ 10 bilhões e acessar a B3 com valor de mercado de quase 12 dígitos.

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Segundo o jornal, a companhia quer ser avaliada em R$ 100 bilhões ou perto disso.

Grupo SEB na fila do IPO

O Grupo SEB também está analisando fazer uma abertura de capital (IPO) do seu negócio de franquias de escolas como as redes Maple Bear, Luminova e Sphere e prestação de serviços educacionais, que é feita por um braço do grupo chamado Conexia Educação.

Conforme o Valor, há em andamento conversas com vários bancos para analisar se o IPO é a melhor opção para a expansão do SEB, que adquiriu 70% da Maple Bear global em fevereiro.

A rede canadense de escola bilíngue está presente em 20 países com mais de 450 unidades e 40 mil alunos.

A abertura de capital não envolveria os colégios próprios – uma rede com cerca de 50 unidades de marcas como Pueri Domus e Concept – apenas as redes de escolas que trabalham no modelo de franquia.

Mediador da Oi se reúne com juiz

A 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro e o advogado Bruno Navega, responsável pela mediação entre a Oi e os credores que divergem sobre o novo plano de recuperação judicial da operadora, se reuniram na semana passada.

Segundo o Estadão, o relatório com o balanço das conversas será apresentado pelo advogado ainda nesta semana.

O plano de recuperação judicial da Oi foi aprovado pelos credores em dezembro de 2017. Agora, porém, será votada uma proposta de mudança no plano, por meio do qual a companhia pretende levantar R$ 22,8 bilhões com a venda um de conjunto de ativos. Bancos credores alegam que as alterações são mais expressivas que um aditamento.

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Eneva de olho no Polo Urucu, da Petrobras

A Eneva está interessada em ativos colocados à venda pela Petrobras e se habilitou para o processo de venda da participação da petroleira no Polo Urucu, na Bacia do Solimões (AM).

Diretor financeiro, Marcelo Habibe disse que a companhia está com “interesse grande” por crescimento.

“Estamos atentos a todas as oportunidades, não só da Petrobras, mas outras também”, frisou.

Segundo o Valor, a empresa está participando de pelo menos dois processos abertos pela Petrobras.

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BR quer expandir atuação no mercado de gás natural

De olho na abertura em curso do mercado de gás natural, a BR Distribuidora pretende se reposicionar no mercado.

Presente apenas na etapa de distribuição do gás, atualmente, por meio de uma concessão no Espírito Santo, a companhia também tem planos de entrar no varejo de gás natural liquefeito (GNL) e, no futuro, atuar também como comercializadora de gás no mercado livre.

Segundo o Valor, o projeto mais maduro, por ora, no mercado de gás, é a entrada da companhia na distribuição de GNL de pequena escala.

A empresa negocia com a Golar Power uma parceria no segmento.

MRV sobe um degrau no investimento imobiliário

A MRV Engenharia – conhecida por sua atuação no Minha Casa, Minha Vida – estima que o segmento de imóveis para venda com preço logo acima dos do programa habitacional vai responder, em 2021, por 25% do Valor Geral de Vendas (VGV) lançado e vendido, ante a fatia atual de 13%.

Conforme o Valor, os lançamentos neste segmento já somam quase R$ 1 bilhão anualizado.

De janeiro a junho, a MRV lançou R$ 2,025 bilhões, com queda de 30,2% na comparação anual.

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Stone emparelhada com Linx em mercado de R$ 120 bi

Após a euforia com o acordo bilionário entre Stone e Linx na terça-feira e o anúncio de um follow-on de US$ 1 bilhão da credenciadora, os investidores aproveitaram para realizar lucros ontem, enquanto aguardam mais informações sobre a combinação dos negócios e potenciais sinergias.

Segundo o Valor, as complementariedades entre os negócios são nítidas. A base de 70 mil clientes da Linx terá acesso aos serviços financeiros da Stone, enquanto a credenciadora acelerará sua estratégia “one stop shop” para comerciantes de todos os tamanhos.

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‘Debandada’ no governo

Para enfrentar a ‘debandada’ na equipe econômica e a pressão por mudanças no teto de gastos, o ministro da Economia, Paulo Guedes e lideranças do Congresso acertaram que vão acelerar a votação de proposta que permite ao governo acionar em 2021 medidas de contenção dos gastos já previstas na Constituição, além de criar novos freios para as contas públicas.

Conforme o Estadão, os chamados “gatilhos” seriam disparados preventivamente assim que as despesas que não são obrigatórias chegarem a um nível muito baixo a ponto de comprometer o funcionamento da administração pública.

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Rio de corrupção

De saída do governo depois de um ano e meio à frente do programa de vendas das estatais, o empresário Salim Mattar, diz que o establishment não quer as privatizações para não acabar com o “toma lá dá cá” e o “rio da corrupção”.

Em entrevista ao Estadão, um dos fundadores da Localiza diz que continua apoiando o governo Jair Bolsonaro, mas deixa claro o descontentamento com as resistências para o avanço das privatizações, principalmente da Casa da Moeda e dos Correios.

Ele admite que a venda dos Correios pode demorar 28 meses (mais de dois anos), caso saia mesmo do papel. Na iniciativa privada, diz, seria vendida em 60, 90 dias.

Segundo o Globo, Mattar disse que o presidente Bolsonaro é privatista, mas que não se envolve e não fica “aporrinhando” ministro para isso.

Coronavírus

De acordo com o consórcio de imprensa formado para cobrir a pandemia do novo coronavírus, os números no Brasil estão assim:

Casos confirmados: 3.170.474;
Recuperados: 2.309.477;
Mortes: 104.263