Hapvida (HAPV3): BTG destaca a qualidade dos ativos adquiridos e sinergias alcançadas

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Divulgação/ Hapvida

Após o anúncio da aquisição do Grupo Promed, a Hapvida (HAPV3) realização uma teleconferência especial de M&A na tarde de ontem (8).

Em relatório, o BTG ressalta que o Hospital Vera Cruz, Hospital Progroup e Hospital HC Dia estão entre os hospitais mais qualificados de Belo Horizonte, Minas Gerais.

Com esta aquisição, a Hapvida estará mais bem posicionado para crescer em Belo Horizonte, quando comparada com seus pares locais (especialmente Unimed BH e Vitalis).

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Além disso há oportunidade de crescimento no canal varejo, principalmente com a venda de planos Individuais.

O BTG destaca as principais sinergias do negócio: vendas de planos individuais; maior melhoria na verticalização;  redução de MLR.

Mas, não inclui créditos tributários (de amortização de ágio).

Segundo o BTG, o call deixou ainda mais claro que a Promed não é uma operadora verticalmente integrada.

Isso porque a Promed tem apenas 6% de verticalização e ainda existe uma grande oportunidade de integração vertical da operadora, melhorando sua eficiência e implementando o modelo de negócios comprovado do Hapvida.

 

A integração da operação de Belo Horizonte levará cerca de 3 anos.

Conforme a Hapvida, espera-se uma melhora substancial do tíquete, refletindo principalmente o venda de planos individuais na região.

Sobre o Grupo Promed

O Grupo Promed tem faturamento de R$ 600 milhões com 270 mil beneficiários HC (principalmente no segmento corporativo).

Conforme o relatório, a Promed é o segundo maior player do HC em Belo Horizonte, com 11% de participação de mercado.

Também possui 3 hospitais, com um total de 255 leitos (incluindo o Hospital Vera Cruz), 1 hospital-dia com 18 leitos e 7 clínicas de atenção primária.

A atual infraestrutura de hospitais e clínicas deve apoiar mais benefícios econômicos de posterior verticalização na região (semelhante ao que aconteceu em outros Hapvida’s pólos regionais do Nordeste).

A aquisição do Grupo Promed marca o maior movimento inorgânico de Hapvida em Minas Gerais (há um ano adquiriu a RN Saúde, uma pequena operadora de HC com 50 mil membros).

Apesar da baixa sobreposição entre este ativo e as operadoras recentemente adquiridos pela NotreDame no estado, notamos que NotreDame e Hapvida devem se aproximar gradativamente em termos de competição (como deve ser o caso também em São Paulo).

O preço de aquisição é de R$ 1,5 bilhão, incluindo os imóveis de dois hospitais, que possuem cerca de 10 mil metros quadrados de área construída.

“Do preço de aquisição será deduzida a dívida líquida do Grupo Promed (atualmente em cerca de R$500 milhões) e, do valor remanescente (Equity Value), cerca de R$ 500 milhões serão pagos em dinheiro (sendo 80% da data do fechamento e 20% retidos para procedimentos de ajuste de preço) e R$ 500 milhões serão pagos em ações, mediante a emissão e entrega de 8,3 milhões de ações da companhia”, pontuou o comunicado.

Hapvida tem recomendação de compra reiterada

O BTG reforça sua recomendação de compra para Hapvida, com preço-alvo de R$ 72,00.

Isso porque, segundo ele, a companhia tem forte dinâmica de ganhos, uma robusta estratégia de consolidação e intensa atividade de M&A.

Além disso, a Hapvida parece determinada a continuar fazendo sua lição de casa, reforçando sua rede de fornecedores e aprimorando sua vantagem competitiva no mercado de HC no Brasil.