Há dois anos que o mercado de ações nos EUA não é tão valorizado

Paulo Filipe de Souza
Colaborador do Torcedores

O mercado de ações do EUA não é tão valorizado ou amado há dois anos. O último grande pico foi registrado em janeiro de 2018. Desde lá, muitas coisas mudaram no cenário econômico americano.

Há algumas diferenças de lá para cá, as taxas de juros eram mais altas e o Sistema de Reserva Federal do EUA (FED) estava embarcando em uma campanha de aperto, enquanto agora o Fed está focado em segurar as taxas de juros após três cortes no ano passado.

Em 2018, Wall Street alcançou a marca dos mais altos níveis de avaliação, confiança dos investidores, liquidez financeira e apetites de risco.

Mesmo no ano de 2018 e agora, o S&P – índice que mede o desempenho das 500 maiores empresas do EUA- teve um crescimento de 25% se comparado com cada um dos anos anteriores.

Fator Apple

Nenhum outro exemplo consegue demonstrar tanta clareza como o caso da Apple. As ações da empresa dobraram no ano passado, isso sem praticamente alterações no desempenho financeiro da empresa.Hoje, as ações da Apple são praticamente 5% do portfólio do S&P 500.

Além disso, as tendências de alta do mercado tendem a se estender para ganhos acima de 20%.

O mercado de ações brasileiro

O JP Morgan recomendou, novamente, o Brasil como um dos melhores mercados para investir em ações em 2020. O banco projeta que o PIB tende a crescer a níveis de desempenho como de 2013.

Fatores como: reformas, maior crescimento, taxas de juros mais baixas e fizeram o banco recomenda os investimentos em ações brasileiras. Além disso, a agenda de reformas avançando deve puxar um crescimento econômico.

O banco estadunidense projeta que o PIB do país deve subir entre 2% e 2,5% neste ano, acima do previsto em 2019.

As taxas de juros baixos também estimulam a ida do capital para o mercado de ações. Além disso, a agenda de privatização também deve ajudar no crescimento da Bolsa de Valores brasileira. Para 2020, a meta das privatizações já alcança a cifra de R$150 bilhões.

Mas o banco também faz um alerta de alguns riscos do mercado brasileiro que precisam ser levados em conta. De acordo com o banco, alguns desses podem prejudicar o andamento do mercado: escândalos políticos, greves, protestos e/ou demissões/trocas de cargos públicos importantes.

Mesmo assim, os reflexos do mercado financeiro internacional deve influenciar na bolsa brasileira. Principalmente os desdobramentos do acordo comercial entre os Estados Unidos e China. Além disso, o mercado também deve ser impactado caso novos desdobramentos venham das tensões entre o Irã e os Estados Unidos.

Uma das formas mais eficientes de identificarmos o nosso perfil de investidor, é realizando um teste de perfil.

Você já fez seu teste de perfil? Descubra qual seu perfil de investidor! Teste de Perfil