Guerra Comercial: Como EUA e China chegam para o confronto

Filipe Teixeira
Filipe Teixeira é redator do Portal EuQueroInvestir. Gremista, filho dos anos 80, apaixonado por filmes, música, política e economia.É também Coordenador da área de Marketing do EuQueroInvestir.com e do EuQueroInvestir A.A.I assessores de investimentos.Me envie um e-mail: filipe.teixeira@euqueroinvestir.com Ou então uma mensagem por WhatsApp: (51) 98128-5585 Instagram: filipe_st
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Crédito: Crédito imagem: tritiyomatra.com

Com o acirramento das tensões entre as duas superpotências, o mundo se pergunta qual país pode sair mais fortalecido do embate tecnológico e cambial durante a guerra comercial.

Iniciada com mais intensidade há cerca de dois anos, a guerra comercial (um nome que não condiz com o real objeto do conflito) parece mesmo ter conhecido seu “Dia D” na última sexta-feira (23), quando o mundo conheceu uma outra faceta do modus operandi de Donald Trump.

Além das tradicionais sobretaxas às importações chinesas e a artilharia pesada via Twitter, o presidente americano foi às últimas consequências ao retaliar o anúncio chinês de impor tarifas aos produtos americanos pedindo que as empresas americanas considerem sua retirada da maior economia da Ásia.

Sinal perigoso

Mais tarde, ele esclareceu que pretende fazer uso da Lei de Poderes de Emergência Internacional – ato promulgado em 1977, utilizado para atacar terroristas, regimes desonestos e traficantes de drogas – como a mais nova arma no confronto entre as duas superpotências.

Para Josh Bolten, presidente da Business Roundtable (associação de diretores executivos de grandes empresas dos EUA, incluindo a Amazon.com , a Apple Inc. e a General Motors Co.

O presidente do conselho é o presidente do JPMorgan, Jamie Dimon) e ex-chefe de gabinete do presidente George W. Bush, um sinal muito perigoso:

Josh Bolten / Crédito:businessroundtable.org

 

“Ele tem muita autoridade através dos estatutos de segurança nacional para interromper o comércio de uma maneira que causaria grandes danos – não apenas à economia chinesa, mas também à economia global e à economia americana”, disse Bolten neste domingo (25).

Sobre o impacto direto desta medida, Bolten foi categórico: “O risco é que todos vão pisar no freio, e isso seria um desastre – não apenas para os chineses.

Para finalizar, Bolten disse que o grupo apoia as reivindicações de Trump sobre o roubo de propriedade intelectual e outras questões comerciais com a China, mas teme que a guerra comercial saia do controle – complementando que se desfazer completamente da China “não é benigno e certamente não ajuda.

Panos quentes

Na segunda-feira(26) os mercados do ocidente despertaram com um tuíte inesperado de Donald Trump, revelando profundo respeito a Xi Jinping e seus representantes.

O presidente elogiou desta vez, a postura de buscar uma solução tranquila para o impasse, justificando este comportamento como responsável por Xi estar no comando de um grande país.

O tuite finaliza com a sinalização que as conversas devem continuar, antes de medidas extremas serem adotadas.

As boas notícias não pararam por aí: Falando na reunião do G7 em Biarritz, França, Trump disse que as autoridades dos EUA receberam duas ligações muito produtivas por parte dos chineses e também elogiou o presidente Xi Jinping como um “grande líder”.

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“Você pode dizer que estamos tendo conversas muito significativas, muito mais significativas do que eu diria a qualquer momento”, disse Trump na reunião com a chanceler alemã, Angela Merkel, na segunda-feira.

“Posso estar errado, mas estamos em uma posição mais forte agora para fazer um acordo, um acordo justo para todos”, acrescentou.

Raio-x tecnológico

REUTERS/Thomas White/Illustration

A guerra comercial, é na prática, uma batalha cambial e de supremacia tecnológica (pelas enormes vantagens comerciais e de segurança nacional que trazem consigo).

O ousado plano chinês pelo domínio tecnológico vem tirando o sono de Trump não é de hoje: As empresas norte-americanas que operam na China reclamam há anos sobre transferências forçadas de tecnologia e roubo de propriedade intelectual.

O setor de tecnologia é atualmente, a matriz econômica dos EUA e isso ficou muito evidente após  a gigante Huawei Technologies  entrar para a lista negra da (proibição de fazer negócios com empresas americanas), confirmando portanto, o espectro de “uma guerra fria” tecnológica se materializando.

Agora, vamos dar uma olhada em como as duas maiores economias do mundo chegam para este embate tecnológico.

Valor de mercado

Não restam dúvidas de que as empresas de tecnologia mais valiosas do mundo são americanas e as cinco primeiras posições no ranking deixam isto muito claro.

Já o setor de tecnologia da China, aumentou substancialmente nos últimos cinco anos, com a Tencent e a Alibaba entrando no topo das empresas globais.

A imagem ao lado não é apenas uma medida de como o mercado valoriza essas empresas,mas também mostra quanto de capital financeiro as companhias têm para fazer aquisições, contratar talentos e levantar capital e investir em novas tecnologias.

Número de usuários de internet

Os EUA foram por muito tempo, o maior e mais importante mercado de internet do mundo.

Mas a maior população da China permitiu que um aumento exponencial que, agora, já é de quatro vezes mais usuários móveis que os EUA, oferecendo oportunidades para negócios domésticos que vão desde e-commerce a jogos e pagamentos digitais.

PIB per capta

Embora os chineses tenham larga vantagem no número de usuários, é preciso analisar um fator muito importante: os consumidores americanos possuem muito mais poder de fogo, gerando quase sete vezes o potencial econômico por pessoa.

Isso promove um ambiente tranquilo às empresas de tecnologia norte-americanas, tanto para o desenvolvimento de novos produtos e soluções quanto para simplesmente gerar receitas.

Investimento em capital de risco

Os EUA inventaram o negócio de capital de risco e usaram o modelo de capital privado para criar muitas das empresas de tecnologia mais poderosas do mundo.

Os americanos ainda mantém uma vantagem, mas no que diz respeito aos investimentos, a China vem, desde 2016, se aproximando perigosamente e praticamente empatando o jogo, o que levou a um aumento no número de startups de US $ 1 bilhão (os chamados unicórnios) a aproximadamente o mesmo número de dos Estados Unidos.

Fabricação de semicondutores

No centro da revolução tecnológica, os semicondutores representam o poder da computação bruta. As empresas dos EUA têm a vantagem agora, controlando a maior parte da propriedade intelectual, controlando e diminuindo seus concorrentes chineses na produção.

A unidade de chips da Huawei, a HiSilicon, maior empresa de semicondutores chinesa, teve receita de US $ 7,6 bilhões no ano passado, cerca de um décimo da receita registrada pela Intel.

Além disso, as empresas chinesas de semicondutores são “reféns” dos softwares da Cadence e da Synopsys, dos Estados Unidos, e dos materiais produzidos pela Applied Materials e Lam Research para fabricar chips físicos.

Tecnologia 5G e o futuro da telecomunicação

Em 1876, Alexander Graham Bell inventou o telefone e fez dos EUA o pioneiro das telecomunicações no mundo, mas esses dias parecem estar prestes a terminar.

A verdade é que os fabricantes americanos de equipamentos de comunicação perderam terreno nas últimas duas décadas, e a indústria atualmente é dominada por um trio de fornecedores no exterior.

A gigante Huawei (empresa multinacional de equipamentos para redes e telecomunicações sediada em Guangdong China) é claramente a mais forte, dominando o desenvolvimento da tecnologia de quinta geração que as operadoras de todo o mundo estão começando a implantar.

 

Mão de obra especializada

Quando se trata dos especialistas em Inteligência Artificial mais procurados, a China ainda está correndo atrás do prejuízo.

Até o final de 2017, os Estados Unidos lideraram as estatísticas com mais de 28.000 profissionais, contra cerca de 18.000 na China, de acordo com estimativas da Escola de Políticas Públicas e Gestão da Universidade de Tsinghua.

No entanto, esta diferença parece estar encurtando rapidamente. O Fórum Econômico Mundial disse em um relatório que, em 2016, a China tinha 4,7 milhões de recém-formados no campo da ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM), enquanto os EUA tinham apenas 568 mil.

Guerra comercial

Potencial produtivo

Também nas últimas duas décadas, a Apple e outras empresas líderes de tecnologia americanas, seguiram o fluxo migratório de outros fabricantes tradicionais, levando sua operação de produção e montagem para a China.

A Foxconn Technology Group, fabricante líder de iPhone, por exemplo, emprega cerca de 1 milhão de trabalhadores na alta temporada. Os trabalhadores dos EUA são mais produtivos por hora e continuam a lidar melhor com tecnologias sensíveis, como produtos aeroespaciais.

Mas mesmo considerando o valor agregado durante a fabricação, a China superou em muito os EUA neste quesito, conforme o gráfico ao lado.

Guerra comercial

Raio-x cambial

Para Trump, há apenas uma métrica que mostra se os EUA estão ganhando ou perdendo a guerra comercial com a China: a balança comercial bilateral. Ainda que o déficit americano seja expressivo, o mesmo vem diminuindo nos últimos meses.

A diferença entre importações e exportações dos EUA com a China apresentou o resultado mais estreito em três anos, no mês de março.

No entanto, em abril já foi possível perceber o efeito colateral destas medidas: O preço dos itens nas prateleiras das lojas americanas em sete categorias de tarifas aumentou 1,6%.

Do lado chinês, as tarifas mais altas sobre as importações dos EUA não têm um efeito direto sobre os preços que os consumidores chineses pagam, porque muitos deles são insumos industriais, não produtos de uso final.

As sete principais importações tarifárias dos EUA são soja, ouro, resíduos de cobre, resíduos de papel, gás natural liquefeito, algodão e propano liquefeito.

Guerra comercial

O yuan enfraqueceu cerca de 7,5% em relação ao dólar no ano passado e recentemente, a China voltou a enfraquecer propositalmente sua moeda, após anúncio de novas sobretaxas.

Isso oferece aos exportadores chineses uma proteção importante contra as tarifas de Trump. O ponto é: até que ponto a China pode continuar com a sua estratégia antes que ela desencadeie uma pressão para retirada de dinheiro e, forçando o governo a queimar suas reservas?

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