Guedes volta a falar em usar dividendos de estatais para auxílio

Matheus Miranda
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Divulgação/Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a falar nesta quinta-feira (25) sobre uso de dividendos estatais para ajuda social. Os chamados “dividendos sociais” são parte do patrimônio da União que iriam para ajuda a população durante a pandemia da covid-19.

De acordo com Guedes, uma parte desses dividendos fortaleceriam o programa Renda Brasil. Ele cita que os recursos viriam dos dividendos de estatais como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Além disso, também entrariam na proposta recursos da venda de duas ou três grandes estatais. Outra parte também poderiam ajudar na redução da dívida pública, investimentos em infraestrutura e negociação das dívidas dos Estados, de acordo com matéria do UOL.

Guedes: R$ 50 bilhões para aposentados e auxílio emergencial

O ministro da Economia também falou sobre a votação da proposta de Lei Orçamentária. Ele adiantou que, se aprovada, permitirá a injeção de R$ 50 bilhões para os aposentados e auxílio emergencial.

O titular da economia disse que não teria impactos, uma vez que os recursos seriam usados no mesmo ano. A diferença é que eles seriam antecipados de dezembro para agora. Acrescentou dizendo que, o que for possível fazer sem impacto fiscal, fará de forma imediata.

Adiamento de impostos para pequenas e médias empresas

Outra medida ventilada por Guedes neste período é um possível adiamento de impostos para pequenas e médias empresas. Ele calculou que os três próximos meses – abril, maio e junho – não seriam cobrados. Então seriam R$ 27 bilhões que seriam poupados aos pequenos empresários.

Assim, estes impostos voltariam a ser cobrados no segundo semestre. Mas a cobrança seria feita de forma parcelada.

Vacinação e isolamento para retomada

Mas o ministro disse que a única forma segura para a economia é garantir a vacinação em massa da população. Medida que seria auxiliada por um isolamento “mais inteligente e seletivo”. Desta forma, a economia conseguiria uma retomada sólida.

Se realmente ocorrer a vacinação de pelo menos 1 milhão de pessoas por dia, Guedes calculou que o cenário pode ter uma mudança de cenário dentro de dois meses.