Guedes reafirma que “não é sensato” aumentar impostos nesse momento

Paulo Amaral
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Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Paulo Guedes, ministro da Economia, voltou a afirmar nesta terça-feira (20) que não seria sensato aumentar impostos em um momento de recessão.

Guedes deu tal declaração após a Receita Federal ter divulgado o recorde de arrecadação federal para o mês de março.

“O Brasil foi atingido pela pandemia exatamente quando começava a recuperar o ritmo de crescimento no ano passado, e muita gente insistia que nós devíamos aumentar impostos para reduzir o déficit. Eu dizia que não. Temos de ter noção primeiro do déficit estrutural”, avaliou.

Segundo Guedes, o resultado da arrecadação federal em março mostrou a força da economia brasileira e a tão badalada “retomada em V”.

“Esse resultado mostra enorme capacidade de adaptação das empresas brasileiras em meio ao tsunami que foi o impacto dessa pandemia. As empresas conseguiram se recuperar, se recompor. As companhias listadas na Bolsa estão registrando aumento de receita, redução de custo e aumento de lucros. A economia brasileira voltou em V e vamos atravessar agora a segunda onda”, prometeu.

Guedes exalta responsabilidade fiscal

O ministro comentou também sobre o acerto entre Governo Federal e Congresso Nacional para ajustar o texto do Orçamento 2021. E ressaltou que o compromisso de responsabilidade fiscal foi respeitado.

“Esse duplo compromisso significa que gastos recorrentes continuam sob o teto, exatamente porque eles exprimem esse compromisso com a responsabilidade fiscal”, pontuou. “Já o compromisso com saúde do povo brasileiro, gastos de natureza não recorrente, exprimem, por outro lado, o compromisso com a saúde. Esses gastos, e só esses gastos, estarão fora do teto, como aconteceu no ano passado”, completou.

De acordo com Paulo Guedes, o mais importante em todo o imbróglio envolvendo o Orçamento de 2021 foi o de o texto final, à espera da sanção do presidente Jair Bolsonaro, ter respeitado os dois lados da discussão.

“O mais importante é que esse acordo manteve duplo compromisso do governo Bolsonaro com saúde da população brasileira, por um lado, e com responsabilidade fiscal por outro lado”, concluiu.