Guedes faz críticas a Febraban por teto dos gastos; veja mais notícias

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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O ministro da Economia, Paulo Guedes, prometeu ontem (29) “quebrar” com o “cartel”  formado pelas maiores instituições financeiras do Brasil. Paulo Guedes acusa a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) de “financiar” estudos técnicos para o ministro do Desenvolvimento Regional Rogério Marinho. E, ao mesmo tempo, fazer lobby pelo enfraquecimento do “ministro que está segurando a barra”, sem explicitar se estava falando de si. O objetivo da Febraban, de acordo com o ministro, seria furar o teto de gastos.

Guedes falou sobre o tema durante audiência no Congresso Nacional. O ministro disse que os quatros maiores bancos do país fazem cartel e enganam “200 milhões de trouxas”. “Um absurdo. O Brasil precisa estar em um dígito sólido, é juros de um dígito sólido, em vez de juros de dois dígitos, que é um absurdo. E nós convivemos com isso por décadas”, disse.

Em resposta a Febraban soltou um comunicado que dizia que a entidade sempre se posicionou pela necessidade de sustentabilidade fiscal como pressuposto da retomada econômica e pela defesa clara em favor da manutenção do teto de gastos”.

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Hoje o Twitter é pauta na Money Week.

‘Empoçamento’ de verbas avança

A elevação significativas das despesas para conter os impactos da covid-19 tem puxado sucessivos recordes de déficit primário no governo central.

No entanto, uma cifra expressiva continua “empoçada” nos ministérios. No mês passado, o déficit primário do governo central – que reúne Tesouro, Previdência Social e Banco Central – foi de R$ 76,2 bilhões, patamar mais alto para o período da série histórica, iniciada em 1997. Por outro lado, R$ 33,7 bilhões do limite autorizado para gasto não havia sido utilizado. A reportagem é do jornal Valor.

De acordo com o secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, o represamento de recursos nos ministérios se deve a fatores como rigidez orçamentária, mudança no pagamento das e emendas e, principalmente, migração de pagamentos de beneficiários do Bolsa Família para o auxílio emergencial.

Receita de grandes empresas cresce 7 vezes em duas décadas

Segundo reportagem do Valor, nos últimos vinte anos, a receita líquida das mil maiores empresas do país aumentou sete vezes. Passou de R$ 601 bilhões para R$ 4,3 trilhões, uma alta real de 6% ao ano, de acordo com dados que fazem parte do anuário “Valor 1000”.

Em 2019, a receita líquida deste grupo registrou uma variação nominal positiva de 7,5%, para um total de R$ 4,3 trilhões, o que representou, no entanto, a terceira pior performance da década em termos de ritmo de crescimento anual e uma queda de quase dez pontos percentuais em relação ao avanço de 17,2%.

A desaceleração dos investimentos privados, depois da alta de 3,9% em 2018, contrasta com o verificado no ranking das mil maiores, que mostra um avanço de 10,6% dos ativos totais em 2019, somando R$ 6,6 trilhões.

Vendas nos shoppings podem atingir nível pré-pandemia em dezembro

A recuperação constante nas vendas nos shopping centers tem animado empresários do setor, que começam a acreditar na possibilidade de encerrar o ano com um Natal saudável e vendas nos mesmos níveis do ano passado, conforme informou o jornal Estadão.

De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), as vendas no fim de outubro chegaram a 82% do registrado no mesmo mês de 2019. O balanço da Multiplan, dona de 19 estabelecimentos, apresentou vendas em 80,8% dos níveis pré-pandemia em outubro, com perspectiva de alcançar 85% em novembro.

Recuperação em “V” faz indústria convocar produção aos sábados

A indústria de bens de consumo está convocando jornadas de produção aos sábados para atender as encomendas de fim de ano, informou o Estadão

Mesmo longe do limite de suas capacidades, as fábricas não conseguem acelerar a produção entre segunda e sexta-feira porque os protocolos de prevenção ao coronavírus impedem aglomerações nas linhas de produção.

Dessa forma, as fábricas têm funcionado aos sábados, remunerando os funcionários pelas horas extras ou fazendo compensações de dias não trabalhados em emendas de feriados.

Supermercados registram recuo nas vendas

A alta de preço dos alimentos e a redução pela metade do auxílio emergencial recebido por 65 milhões de brasileiros já reduziram em até 10% as vendas das redes de atacarejos nas últimas semanas.

A freada já era esperada devido a redução do auxílio emergencial de R$ 600 para R$ 300 desde setembro. Entretanto, o movimento ganho força com a escalada de preços da comida, que continua, informa o Estadão.

Governo estuda auxílio para demitidos durante a pandemia

O governo avalia a criação de um benefício específico para contemplar trabalhadores que foram demitidos durante a pandemia do novo coronavírus, mas ficaram sem acesso a seguro-desemprego ou ao auxílio emergencial.

De acordo com o Estadão, a proposta está sendo discutido como uma contraproposta à demanda dos sindicatos por uma prorrogação do seguro-desemprego em duas parcelas, que poderia ter um custo de até R$ 16,7 bilhões e não tem apoio do governo.

Pix Cobrança vai ser alternativa a boletos para pagamentos

O Banco Central (BC) anunciou ontem (29) a aprovação de novas funcionalidades ligadas ao Pix, o serviço brasileiro de pagamentos instantâneos. Entre elas, está o Pix Cobrança, que permitirá que lojistas, fornecedores, prestadores de serviços e outros empreendedores possam emitir um QR Code para operações de pagamento imediato ou em data futura com informações sobre juros, multas e descontos.

Conforme o BC, será possível emitir um QR Code em pontos de venda ou comércios eletrônicos, por exemplo, ou cobranças com vencimento em data futura.

Atualização Covid-19

O Brasil teve 513 óbitos confirmados por Covid-19 nas últimas 24 horas, elevando o total de vítimas a 158.969. Os novos casos positivados foram 26.106, de um total de 5.494.376.