Guedes nega ampliar auxilio emergencial e defende teto de gastos

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
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Crédito: paulo-guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, reiterou que o teto de gastos será mantido após o fim do estado de calamidade aprovado neste ano por causa da pandemia de Covid-19.

“Não há qualquer plano para estender o auxílio emergencial, nenhum. De jeito nenhum”, afirmou Guedes, em evento virtual promovido por uma corretora de investimentos.

Apesar de reafirmar o compromisso com o teto de gastos, o ministro repetiu declarações anteriores segundo as quais o orçamento de guerra poderia ser retomado caso o país seja novamente atingido por uma pandemia em outro ano.

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Guedes, no entanto, negou que isso signifique estender o estado de calamidade pública indefinidamente.

“Quando a pandemia nos atingiu, nós criamos um regime emergencial. Agora, nós não podemos utilizar a desculpa do regime emergencial para explodir o teto de gastos”, disse.

Congresso

Conforme o jornal Folha de S.Paulo, congressistas têm defendido a extensão por mais três meses do decreto de calamidade pública, que vence em 31 de dezembro.

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Isso porque o governo encontra dificuldade em cortar recursos para acomodar o Renda Cidadã no Orçamento,

Dessa forma, se prorrogaria o auxílio emergencial de R$ 300, enquanto se busca uma forma de criar o Renda Cidadã — que substituiria o Bolsa Família.

Entre os congressistas, no entanto, o plano se fortaleceu neste mês, mesmo com a resistência do governo, acrescenta a Folha.

No início da pandemia, o ministro defendia auxílio de R$ 200, porém foi aprovado R$ 600.

Tributos

O ministro negou ainda que tenha desistido da ideia de implementar um imposto sobre transações financeiras.

O tributo seria semelhante à antiga Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

Segundo Guedes, a criação do tributo, que cobriria uma desoneração parcial da folha de pagamentos, é essencial para a criação de empregos formais.

Na quinta, o ministro afirmou à CNN Brasil que talvez desistiria do novo tributo.

“Não me importo se o tributo é feio, desde que ele funcione criando novos empregos”, argumentou à Agência Brasil.

“Dessa forma, ele é necessário. Mas dei uma informação errada ontem. Eu não sou um homem de desistir facilmente das coisas”. acrescentou Guedes.

Retomada

Sobre o desempenho da economia, o ministro repetiu que o Brasil segue uma recuperação em “V” (forte queda seguida de forte alta).

A retomada da economia, depois da paralisação em boa parte do primeiro semestre provocada pela pandemia de Covid-19, exigirá compromisso com a responsabilidade fiscal, disse Guedes.

“A doença está diminuindo e, à medida que retrocede, o Brasil está em recuperação em ‘V'”, reforçou.

“Devemos ter responsabilidade quanto ao nosso orçamento e mostrar responsabilidade”, defendeu.

“Seremos fortes e resilientes o suficiente para pagar pela nossa guerra, em vez de rolar [renovar a dívida] para nossas crianças no futuro”, concluiu.

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*Com Agência Brasil