Guedes: “Entraremos em rota de implosão fiscal, se fundos forem criados”

Giovana Kindlein
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Guedes diz que cartão vermelho não foi para ele

O ministro da Economia, Paulo Guedes, comentou nesta segunda-feira (14) sobre a criação de fundos da União: “Se anunciarmos que estamos criando fundos, para garantir outros 8% do PIB, o Brasil terá dramáticos problemas de sustentabilidade fiscal,”

Guedes reforçou que “a União pode quebrar e vai faltar dinheiro para todo mundo porque vamos entrar em uma rota de implosão fiscal”. As informações são da agência Reuters.

Alguns grupos têm sugerido a criação de um fundo como uma necessidade para que possam aderir a um único tributo sobre o consumo, nos moldes de um imposto sobre valor agregado (IVA).

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O ministro participou de um seminário técnico sobre a reforma tributária. Ele falou para representantes de 5.200 municípios filiados à Confederação Nacional de Municípios (CNM).

Imposto unificado

Em contrapartida, Guedes reafirmou seu apoio à adesão de estados e municípios ao imposto unificado proposto pelo governo federal na reforma tributária, segundo informações do G1.

O ministro esclareceu que já foram gastos o equivalente a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) com as medidas de enfrentamento da pandemia da Covid-19.

Segundo Guedes, de acordo com informações da Agência Brasil, a União deve dividir recursos com estados e municípios, mas não pode oferecer garantia de arrecadação.

Ele declarou que seria um assalto às gerações futuras garantir repasses a estados e municípios, ampliando o endividamento do governo federal ao longo dos anos.

“Tem havido muitas sugestões de fazermos um fundo de estabilização das receitas. Eu acho muito imprudente”, disse.

Acordo

Guedes destacou que o acordo sobre a compensação das perdas geradas pela Lei Kandir, que isentou as exportações da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), demanda R$ 50 bilhões.

Assim como o novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) exige R$ 250 bilhões, segundo ele.

“Ninguém deu mais prova de ser federalista e de ajudar estados e municípios do que este governo. Mas nós precisamos ter juízo porque não é um saco sem fundo”,

A CNM promove o seminário sobre reforma tributária até quarta-feira, dia 16.