Guedes: entrada do Brasil na OCDE reforça agenda ambiental e social

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)

Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Uma eventual entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reforçará a agenda social e ambiental do país, disse hoje (16) o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Segundo ele, o governo entende a importância da dimensão ambiental e social de um país com matriz energética limpa e agricultura produtiva.

Relatório

O relatório da OCDE sugere ao governo o aumento da fiscalização na Amazônia e a intensificação da preservação do bioma.

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“O relatório apresenta diagnóstico construtivo e alinhado com a nossa visão”, declarou Guedes na solenidade de apresentação do relatório, que foi lançado em evento virtual.

“O Brasil entende o recado do relatório e a importância da dimensão ambiental”.

O ministro comprometeu-se em agir para a preservação do meio ambiente e destacou o compromisso do Brasil com o Acordo de Paris, que estabelece metas para a redução de emissões de gases.

“Temos que erradicar a mineração ilegal, a derrubada de florestas ilegal. Sabemos que o futuro é verde e digital. Os recursos [naturais] valem mais preservados que destruídos”, declarou.

Reformas

Embora recomende reajustes no Bolsa Família e elogie a elevação dos gastos públicos, principalmente por meio do auxílio emergencial, para enfrentar a crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus, o relatório pede a manutenção do teto de gastos e a realização de reformas no pós-pandemia.

Em seu pronunciamento, Guedes reiterou o compromisso da equipe econômica com o teto de gastos, dizendo que a limitação do crescimento dos gastos públicos permitiu baixar os juros e “desmontar a armadilha de endividamento em bola de neve”.

Segundo Guedes, o governo buscará evitar que as medidas temporárias tomadas durante a pandemia se tornem despesas permanentes.

Em 2021, destacou, o governo retomará os programas sociais anteriores à disseminação da covid-19. O ministro disse que a economia e o emprego se recuperam em ritmo acelerado no segundo semestre o prometeu a retomada do programa de privatizações e de estímulos aos investimentos privados.

Impulso fiscal

“Temos que transformar o impulso fiscal [gastos públicos decorrentes da pandemia] em retomada dos investimentos e crescimento sustentável. O Brasil será em 2021 a maior fronteira de investimentos do mundo”, afirmou.

O ministro acrescentou que o Brasil cumpre 94 dos 245 parâmetros políticos, econômicos, sociais e ambientais exigidos pela OCDE. “Reforço que o Brasil está pronto para ingressar na OCDE”, declarou.

A OCDE reúne o grupo das economias mais industrializadas do planeta e estabelece parâmetros políticos, sociais e ambientais para os membros.

Desde 2017, o Brasil está em processo de adesão.

*Com Agência Brasil

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