Correios e Eletrobras (ELET3) podem ser privatizadas para pagamento de precatórios

Karin Barros
Jornalista com atuação nos dois principais jornais impressos da Grande Florianópolis por quase 10 anos. Costumo dizer que sou viciada em informação, por isso me encantei com a economia, que une tudo de alguma forma sempre. Atualmente também vivo intensamente o mundo da assessoria de imprensa e do PR.
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Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, esteve em um evento na tarde desta quinta-feira (18) e afirmou que deseja privatizar os Correios, Eletrobras (ELET3) e o Porto de Santos para pagar os precatórios.

Segundo ele, o movimento seria mesmo feito com a Embraer (EMBR3).

Com a venda, a ideia é que os precatórios que as pessoas tenham a receber do governo sejam pagos com as ações das empresas privatizadas.

Segundo Guedes, a dívida “surgiu do nada e explodiu”, por isso, quem tem precatórios a receber pode esperar até um ano.

Desestatização dos Correios

Conforme divulgado em abril deste ano pelo BNDES, os Correios só devem entrar em processo de privatização a partir de 2022.

O projeto estaria sendo feito para que a União permanecesse com uma parte minoritária do ativo, para não influenciar nas operações da companhia quando ela for desestatizada.

Para que o edital seja publicado em abril de 2022, o modelo de privatização precisa ser aprovado em janeiro do mesmo ano.

Ainda em janeiro, também seriam abertos os dados econômico-financeiros da estatal para os investidores em potencial.

Após a aprovação do conselho, o edital vai para análise do Tribunal de Contas da União (TCU) para então ser publicado em abril.

Privatização da Eletrobras

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, reafirmou no último dia 11 a intenção do banco de fazer a oferta de ações que levará à privatização da Eletrobras no começo do ano que vem.

Para tudo isso acontecer, a TCU precisa aprovar, porém, esta operação pode demorar um pouco mais para acontecer pois o órgão acredita que o governo desvalorizou em pelo menos R$ 10 bilhões a receita de outorga projetada.

Porto de Santos

Já a privatização do Porto de Santos ainda não tem uma data prevista.

Mas, segundo o Ministério da Infraestrutura, a desestatização do maior porto da América Latina deve gerar R$ 16 bilhões em investimentos.