Guedes cita incêndio na Notre Dame para responder a Macron sobre Amazônia

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Reprodução/Agência Brasil

As relações entre o governo brasileiro e o francês, quando se trata de Amazônia, seguem estremecidas. O ministro da Economia, Paulo Guedes, criticou a reação do presidente Emmanuel Macron aos incêndios na Amazônia e chegou a questionar a autoridade do francês para comentar sobre o assunto.

Para Guedes, como Macron “não conseguiu impedir” o incêndio na Catedral de Notre Dame, ocorrido em 15 de abril deste ano, ele não poderia acusar o governo brasileiro sobre as queimadas na Amazônia.

“Você vê a dificuldade de o Macron impedir de queimar Notre Dame e ele está aí, preocupado com o fogo na floresta”, disse o ministro durante sua participação no Central GloboNews dessa quinta-feira (19).

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“A Amazônia é do tamanho da Europa. A gente tenta cuidar, (mas) é difícil. ‘Tocaram’ fogo em Notre Dame e o Macron não conseguiu impedir”, completou.

Crítica internacional

O mundo segue de olho no Brasil na questão do meio ambiente. Recentemente, em carta aberta, 87 empresas europeias pediram que o Brasil mantenha políticas de combate ao desmatamento ilegal para que elas mantenham as relações comerciais com produtores brasileiros. O aumento do desmatamento é uma preocupação tanto para empresários como para clientes do Reino Unido.

As declarações de Paulo Guedes, portanto, são uma resposta às preocupações quanto à reputação do Brasil no exterior. O ministro sabe que essa má reputação influencia diretamente na permanência ou debandada de investidores do País.

Entretanto, Guedes acredita que o movimento seja natural, já que o Brasil está mudando de modelo econômico, com “juros mais baixos e câmbio um pouco mais alto”.

Segundo o portal UOL, o ministro da Economia “ainda negou que haja um genocídio dos povos indígenas no Brasil: ‘aqui não tem extermínio (de indígenas). Aqui sai no jornal, vira notícia de jornal, não é um caso de genocídio. Ninguém preservou o território assim para uma só etnia como o Brasil'”, defendeu.

Macron ainda não respondeu ao ministro brasileiro.