Guedes admite que Governo pode se tornar acionista de empresas aéreas

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.
1

Crédito: Reprodução/Wikimedia

Paulo Guedes, Ministro da Economia, participou de uma conferência com empresários do setor de serviços em São Paulo e admitiu que o Governo pode se tornar acionista de empresas aéreas.

Dúvidas sobre como investir? Consulte nosso Simulador de Investimentos

De acordo com o chefe da pasta, como “colocou dinheiro” para ajudar o setor, o Estado está “comprando um pedaço da empresa”.

“É dinheiro público. Vamos botar um dinheiro lá, vamos comprar um pedaço da empresa. E lá na frente, quando a empresa estiver recuperada, vamos ver que ganhamos dinheiro para preservar as companhias aéreas”, pontuou.

Paulo Guedes confirmou que o acordo com as principais companhias do País será sacramentado ainda nesta semana e que os recursos chegarão.

O acordo com as aéreas

setor aéreo, coronavírus

Os recursos citados por Paulo Guedes chegarão para as três principais companhias aéreas do Brasil, Azul (AZUL4), Gol (GOLL4) e Latam, que fecharam na última sexta o acordo para receber socorro de um sindicato de bancos.

Segundo o BNDES, que é quem organiza as instituições, o pacote de incentivo aos estragos causados pelo coronavírus ficará entre R$ 4 bilhões e R$ 7 bilhões.

Os benefícios de se ter um assessor de investimentos

O apoio às empresas será feito por meio de ofertas públicas de títulos de dívida e contempla a participação mínima de 30% de investidores privados, com BNDES (60%) e bancos privados (10%) garantindo a demanda da maioria de cada oferta.

“Vamos resolver nesta semana o problema das aéreas, elas vão receber os recursos. Elas serão diluídas por meio de debêntures conversíveis”, explicou Guedes.

Medidas contra o desemprego

Contrato Verde e Amarelo prevê contratações de até dois anos e salário que não pode passar de R$ R$ 1.567,50.

No bate-papo virtual com os empresários de São Paulo, o Ministro da Economia também abordou outras medidas que pretende adotar visando à retomada da economia no País após a pandemia de coronavírus.

De acordo com o portal Click Rbs, uma delas é ligada à área tributária, com desoneração da folha e reforma do PIS/Cofins.

“Na retomada vamos falar de encargos trabalhistas e possibilidade de contratar pessoas sem incidência de impostos sobre mão de obra. Sem recolher impostos. Isso é um negócio que estamos estudando, vamos fazer. Vamos ter que lançar isso agora”, avisou Guedes.

“Temos que ter coragem de lançar essa alternativa. Com menos interferência de sindicato, com menos legislação trabalhista. Vamos avançar nessa direção. Podemos gerar 10, 15, 20 milhões de empregos nos próximos 1, 2, 3 anos se tivermos ousadia de avançar nessa direção”, completou Guedes.

Crescimento em “V” e com iniciativa privada

O ministro afirmou que a retomada econômica do Brasil será em “V”. Ou algo parecido com isso.

De acordo com Guedes, será um “V” da Nike (similar ao logotipo da empresa, mas com a segunda perna um pouco mais deitada).

“É um V da Nike. Sobe devagar. Ainda acho que o Brasil está nessa posição, ainda tem capacidade de fazer recuperação relativamente rápida. Isso é o que acredito. Mas vamos ter que entrar em campo para fazer isso acontecer daqui a 30 dias”, alertou.

Uma das formas mais eficientes de identificarmos o nosso perfil de investidor, é realizando um teste de perfil.

Você já fez seu teste de perfil? Descubra qual seu perfil de investidor! Teste de Perfil

Para que isso possa acontecer, o chefe da pasta econômica do País tem a receita: investimento privado e desestatização.

“O caminho é investimento privado. E é geração de emprego pelo setor privado. Se eu tiver R$ 100 bilhões, em vez de gasto público, eu prefiro reduzir impostos”, afirmou.

Auxílio-emergencial prorrogado

Fontes ouvidas pelo Estadão Conteúdo e que participaram da reunião revelaram que Paulo Guedes acenou com a possibilidade de estender por mais um tempo o benefício emergencial pago a trabalhadores que tiveram redução de jornada e salário ou suspensão de contrato.

Hoje o benefício tem validade de 90 dias, mas, de acordo com o deputado Orlando Silva, relator da medida, pode ser estendido de forma setorial por meio de ato do Executivo.

A ideia é que o benefício seja mantido enquanto durar o estado de calamidade pública, ou seja, até 31 de dezembro deste ano.

De novo a CPMF

Com juros baixos e descontos, vale a pena pagar IPVA e IPTU à vista

Ideia fixa de Guedes desde o início do governo de Jair Bolsonaro, a criação de um novo imposto, nos moldes da velha CPMF, foi citada novamente pelo Ministro da Economia.

“Varias associações comerciais diziam preferir imposto sobre transações do que imposto sobre mão de obra”, afirmou, sem cravar, no entanto, a criação desse novo imposto.

“Nunca foi a CPMF, sempre foi um imposto sobre transações. Como tributamos isso? Tem transações digitais”, argumentou.

Planilha de ações: baixe e faça sua análise para investir