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Guedes acredita em estatização do crédito e dos juros absurdos

O ministro da Economia aponta que o atual funcionamento do crédito público é “perverso” e que pode aumentar o endividamento público do país.

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Ministro da Economia, Paulo Guedes (Crédito da imagem: Valter Campanato/Agência Brasil)

Em declaração, o ministro da Economia, Paulo Guedes, explicou que os novos presidentes escolhidos para os bancos estatais precisarão de um “novo olhar” sobre as instituições que comandam para acabar com o “desvirtuamento” no funcionamento do sistema de crédito público no país.

Segundo Guedes, é desejável e aceitável que os bancos forneçam linhas de crédito para os mais pobres, contudo, nos últimos anos esse sistema acabou sendo utilizado para privilegiar alguns chamados “amigos do rei”.

O ministro da Economia acredita que o atual funcionamento do crédito público no que tange a grupos privados que são próximos ao poder é considerado “perverso” para a sociedade em geral. Além disso, ele acredita que o sistema ainda possui a capacidade de gerar um endividamento público do tipo “bola de neve”.

Em suas palavras, Guedes aponta que a estatização do crédito faz com que reste menos recursos para ser emprestado ao restante do país, logo, os juros cobrados são absurdos. Ele aponta que sua equipe tentará eliminar esse tipo de distorção no sistema de crédito, pois essa é a filosofia de Jair Bolsonaro.

Durante a cerimônia de posse dos novos presidentes dos bancos estatais, feita no Palácio do Planalto, Guedes apontou a diferença nos juros cobrados dos mais pobres em relação aos juros cobrados daqueles que estão mais próximos do Estado. Para ele, os bancos públicos se perderam ao longo dos últimos anos, isso por conta da associação de um grupo de “piratas privados, burocratas corruptos e de criaturas do pântano político”.

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Crédito da imagem: José Cruz/Agência Brasil

O ministro também lembrou da importância das instituições financeiras para o crescimento econômico do país, pois é um processo que depende diretamente do crédito.

Durante a sua posse, Guedes fez críticas ao que chamou de “estatização do crédito no país”. Ele também ressaltou os principais pontos pelos quais os bancos públicos são lembrados. A Caixa Econômica Federal (CEF), por exemplo, é reconhecida por conceder financiamentos para a casa própria. O Banco do Brasil é conhecido por conceder o crédito rural e empréstimos em geral; já o BNDES é conhecido por financiar obras de infraestrutura e fornecer crédito de longo prazo.

O ministro explica que o chamado “dirigismo econômico” acabou por corromper a economia brasileira. Além disso, ele também aponta que a estatização do crédito gerou intervenções danosas para o país.

Guedes também lembra que os bancos estatais recentemente sofreram um aumento de capital. O BNDES, por exemplo, utilizou recursos para fazer estranhas operações de crédito que acabaram por ajudar os mais fortes. Já o Banco do Brasil também recebeu capital e continua mantendo um mercado de crédito mais segmentado. O ministro também cita que a CEF foi “vítima de saques e assaltos” nos últimos tempos, algo que se tornará óbvio na medida em que a “caixa preta” desses bancos for aberta. Guedes sustenta que “um governo liberal não aceita essa situação, pois acaba transferindo renda dos mais pobres para os mais ricos”.

Fonte da Notícia: Portal Valor Econômico

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Késia Rodrigues - Colaboradora Independente

Colaboradora Independente do Portal EuQueroInvestir e leitora assídua de conteúdos sobre economia e política. Apaixonada por literatura, viagens, tecnologia e finanças.

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