Grupo Mateus (GMAT3): ações estreiam na bolsa com leve queda de 0,33%

Marcia Furlan
Jornalista com mais de 30 anos de experiência. Trabalhou na Editora Abril e Agência Estado, do Grupo Estado, como repórter e editora de Economia, Política, Negócios e Mercado de Capitais. Possui MBA em Mercado de Derivativos pela FIA.
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Crédito: Divulgação

As ações do Grupo Mateus estrearam na B3 fechando perto da estabilidade. Fecharam o pregão com perdas de 0,33%, a R$ 8,94.

Chegaram a abrir em alta na bolsa nesta terça-feira (13). Perto das 10h50, o papel estava cotado a R$ 9,13, ganho de 1,78%% frente ao preço fixado no IPO.

Apesar de o valor ter ficado no piso da faixa indicativa na oferta inicial de ações (IPO), que ia de R$ 8,97 a R$ 11,66, a companhia captou o valor recorde entre as aberturas de capital deste ano, que somam 20 até agora.

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A empresa levantou R$ 4,63 bilhões, com a colocação do lote principal e 75% do lote adicional. Trata-se de uma oferta primária e secundária, ou seja, os recursos captados serão investidos na empresa, mas parte irá para os bolsos dos controladores: Ilson Mateus Rodrigues, Maria Barros Pinheiro, Ilson Mateus Rodrigues Junior e Denilson Pinheiro Rodrigues.

Além do valor recorde, o Grupo Mateus se destaca também por ser uma das poucas fora o eixo Rio São Paulo a entrarem na bolsa.

Leia mais sobre o Grupo Mateus

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O fundador é o ex-garimpeiro e vendedor de cachaça Ilson Mateus, empresário de origem humilde que cresceu no mundo atacadista e varejista. O negócio começou em 1986 com uma pequena mercearia no interior do Maranhão. Em dois anos, o ponto já havia se transformado em um supermercado.

Expansão do Grupo Mateus

Ano a ano, a empresa foi se expandindo e entrou no mercado atacadista, transformando-se em uma das maiores redes do segmento no Norte e Nordeste. Mas não parou por aí e avançou  para outros setores.

Hoje atua no varejo de supermercados, atacarejo, móveis e eletrodomésticos, indústria de panificação, distribuição de medicamentos e construção. As lojas estão também no Pará e Piauí. Mas atende por entregas no Tocantins, Bahia e Ceará.

O Grupo Mateus se preparava havia um ano para entrar na bolsa e decidiu manter o projeto mesmo com a conjuntura pouco favorável.

Os recursos do IPO serão usados para ampliar a atuação pelo Norte e Nordeste, com a expansão das lojas de atacarejo para mais cidades, via múltiplos canais de venda. Isso inclui lojas físicas, em shopping e nas ruas, além de ampliar as operações em lojas virtuais. “Pretendemos consolidar ainda mais nossa posição de liderança por meio da expansão orgânica em todos os nossos formatos e bandeiras”, diz o prospecto.

De acordo com o jornal O Globo, a demanda pelos papéis no IPO superou em cinco vezes a oferta. A empresa preferiu manter o preço no piso da faixa para evitar a desvalorização no início das negociações, como aconteceu com outras empresas. A maior parte das ações teria ficado com gestores de São Paulo e Rio e uma parcela de 10% com investidores estrangeiros.

Faturamento

No primeiro semestre deste ano, a companhia registrou receita líquida de R$ 5,1 bilhões, o que representou alta de 27% na comparação com o mesmo período de 2019.

Assim, o Grupo Mateus caminha para atingir pela primeira vez uma receita anual de mais de R$ 10 bilhões.

Já o lucro líquido teve uma alta de 78% no semestre, totalizando R$ 297 milhões.  O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) totalizou R$ 607,5 milhões em 2019.